Notebooks com placa de vídeo dedicada são ideais para jogar ou realizar trabalhos de edição. Dependendo da GPU disponível no laptop, o computador vai ser capaz de rodar programas como Premiere e Photoshop ou até mesmo mostrar bons resultados em games como Cyberpunk 2077, por exemplo.

Portanto, na hora de escolher um novo laptop do tipo, é importante ficar atento a alguns detalhes, como a quantidade e o padrão de VRAM disponível, além de definir a proposta de uso desejada. Confira a seguir sete dicas que vão ajudar a encontrar o notebook com placa dedicada certo para você.

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Qual o perfil de uso

A primeira decisão que você precisa considerar é o seu perfil de uso. Esse ponto é importante para determinar uma classe específica de placas de vídeo que podem ser consideradas. Se a sua ideia é jogar no computador, você já sabe de antemão que GPUs de entrada de Nvidia, Intel ou AMD, como as GeForce MX e as Radeons presentes em notebooks à venda no Brasil, por exemplo, não irão satisfazer suas necessidades. Nesse caso, é necessário placas GeForce GTX ou RTX, comuns em workstations móveis e notebooks gamer.

Usuários com um perfil mais profissional, de áreas que dependem de aplicações de simulação e editores que usam software como Premiere e Photoshop, por exemplo, também costumam investir em computadores equipados com boas placas de vídeo, como as Nvidia Quadro ou AMD Radeon Pro.

Esse tipo de GPU é mais difícil de se encontrar no Brasil, e tende a aparecer em workstations móveis, como as linhas Precision, da Dell, MacBook Pro de 16 polegadas, da Apple, entre outras. Placas gamer, como as GeForce GTX e RTX, também podem se dar bem nesse tipo de trabalho e são uma via alternativa para quem tem maior dificuldade em encontrar portáteis com Quadro ou Radeon Pro.

Se o seu perfil não cai em nenhum dos extremos, talvez você não precise de uma placa de vídeo dedicada no seu notebook. Modelos de placas de vídeo integradas aos processadores de Intel e AMD das últimas gerações têm folego suficiente para atender casos de uso mais genéricos e podem ser a solução ideal para o seu orçamento.

Nvidia ou AMD?

Embora a Intel esteja se preparando para competir no seguimento, atualmente AMD e Nvidia dominam o mercado quando o assunto são placas gráficas de alto desempenho para computadores.

Entretanto, encontrar laptop gamer com placas Radeon da AMD é uma tarefa bem difícil no momento. As últimas arquiteturas da AMD não tinham um perfil muito adequado para computadores portáteis e a chegada da arquitetura que corrige essa omissão, chamada de RDNA2, ainda é muito recente: você terá que esperar alguns meses para encontrar opções no varejo nacional.

Entre os produtos da Nvidia, o consumidor encontra principalmente placas gráficas GeForce. Placas da linha GeForce MX são de entrada, não têm perfil gamer, e se destinam a reforçar o processamento gráfico de notebooks e ultrabooks, em geral.

Placas como a GTX 1650 e GTX 1660, são intermediárias, oferecem processamento gráfico superior e podem suportar games, ainda que com alguns sacrifícios de qualidade e desempenho. Por fim, modelos com placas GeForce RTX aparecem em notebooks mais poderosos e garantam desempenho superior.

Entendendo as placas Max-Q da Nvidia

Em modelos de placas de vídeo da Nvidia até a geração GTX 16 e RTX 20, era possível encontrar modelos com a denominação Max-Q. Placas GeForce Max-Q são versões que rodam com um suprimento menor de energia e esquentam menos, tornando-as mais adequadas para o uso em notebooks. A contrapartida é que, com menos energia, essas placas acabam entregando performanc

... e inferior se comparadas aos modelos equivalentes sem a denominação Max-Q.

Para a atual geração RTX 30, a tecnologia Max-Q ficou mais completa e vai um pouco além do perfil de consumo e desempenho da placa. Mas, do ponto de vista do consumidor, essa nomenclatura desapareceu das GPUs da Nvidia.

Na prática, isso tem aberto espaço para que fabricantes simplesmente não divulguem detalhes técnicos a respeito da placa gráfica presente nos seus laptops. Isso cria situações em que um notebook pode vir equipado com uma RTX 3080 que, devido limitações de consumo e performance, é inferior a uma RTX 3060.

A Nvidia insiste que as fabricantes divulguem com clareza os dados técnicos de suas placas gráficas usadas em laptops para que o consumidor tenha informações precisas e saiba exatamente que produto está comprando. Vale ressaltar que os notebooks com placas RTX 30 ainda não chegaram no Brasil, mas, ainda assim, vale atentar a esse aspecto em modelos RTX 20 e GTX 16.

Atenção à VRAM

VRAM, memória de vídeo ou memória dedicada são termos referentes à quantidade de memória RAM que é de acesso exclusivo da placa de vídeo. Além da ideia de que quanto mais memória, melhor, é importante ficar atento à tecnologia utilizada.

No momento, o padrão de memória gráfica mais avançado do mercado é o GDDR6X, usado nas placas top de linha da Nvidia. O GDDR6 também é comum e garante um desempenho próximo ao GDDR6X, enquanto o GDDR5 aparece em GPUs de entrada, como as GeForce MX.

Placa de vídeo externa para notebooks vale à pena?

O uso de portas Thunderbolt (e do USB 4) em notebooks, tem se tornado mais comuns e uma grande virtude da presença desse recurso está em permitir que o notebook funcione com uma placa de vídeo externa – desde que exista suporte do fabricante.

A ideia é que você possa ligar o laptop via Thuderbolt a um case específico para placa de vídeo de desktop, aumentando muito o desempenho gráfico do seu notebook. Além da opção via Thunderbolt, algumas marcas, como a Alienware, oferecem uma interface própria em alguns de seus produtos.

FreeSync e G-Sync

FreeSync e G-Sync são tecnologias de AMD e Nvidia, respectivamente, que se destinam a sincronizar placa de vídeo e tela (seja um monitor ou tela própria do notebook). O objetivo é impedir que ocorram casos de engasgadas típicas de uma taxa de atualização de quadros flutuante em jogos mais exigentes.

Embora as placas mais recentes de Nvidia e AMD suportem essas tecnologias por padrão, é importante ficar atento às especificações de tela do notebook. É possível que o display interno do portátil não tenha a habilidade de sincronizar seu ritmo de atualização com a GPU, ou seja, além de não aproveitar a placa em si, ainda pode comprometer a experiência de uso.

Demais especificações

Embora a placa de vídeo tenha impacto profundo na expectativa de desempenho do notebook, é importante não descuidar de outras especificações. Escolher um laptop com um processador rápido o suficiente para acompanhar a placa de vídeo e com SSD de alta velocidade pode evitar gargalos que comprometam a performance do produto.

Outra boa ideia é ficar de olho na taxa de atualização do display presente no laptop. Não adianta você comprar um notebook com tela de 144 Hz, mas que usa uma placa de vídeo de entrada. Afinal, o potencial da tela de alta velocidade pode acabar subaproveitado pela GPU e processador, que acabam incapazes de ocupar toda essa margem oferecida. O oposto também vale: um computador com uma RTX 3080, mas com tela que atualiza apenas a 60 Hz pode subaproveitar muito as capacidades do hardware.

Com informações: Tom's Hardware, PCWorld e TheMobileIndian



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