Minerar criptomoedas exige atenção a diversos pontos, desde o hardware utilizado até aspectos como qual moeda escolher, por exemplo. Placas de vídeo como a RTX 3090, da Nvidia, e a RX 6900 XT, da AMD, são os modelos ideais para quem deseja obter alta rentabilidade no negócio – mas, levando em conta esses modelos, os custos podem ser bem altos. Por conta disso, também é importante fazer as contas e ver se de fato compensa entrar nesse mercado. O TechTudo montou uma série de dicas para te ajudar a entender como funciona esse processo e avaliar se vale ou não a pena.

Processador e placa-mãe

Se em um PC para uso comum o processador pode ser um diferencial para o desempenho, em uma máquina para mineração a CPU tem papel de coadjuvante. Mesmo em produtos de entrada podem ser utilizados em uma máquina para mineração, visto que o trabalho pesado, na verdade, fica com a placa de vídeo. Existem ainda chips com GPUs integradas, mas as mesmas não tendem a oferecer performance adequada para mineração.

Já a placa-mãe tem uma relevância maior. Afinal, você pode adquirir um produto com suporte a múltiplas GPUs, o que vai dar um ganho substancial no seu hashrate (velocidade na qual sua máquina consegue processar os dados). Mineradores tendem a preferir modelos que contam com dois, três ou até mesmo quatro slots PCIe para utilizar mais de uma placa de vídeo.

Encontrando a GPU ideal

A menos que você tenha uma placa de alto desempenho sem uso em casa, ou mesmo se pretende transformar um PC de gamer em uma máquina para mineração, investir em uma nova GPU capaz de oferecer bom desempenho nos cálculos de hash vai exigir um investimento grande. Isso acontece principalmente para quem pretende utilizar apenas uma GPU – afinal, para que o processo seja rentável dessa forma, o produto deve ter um nível de performance bem elevado.

As placas de vídeo que oferecem melhor performance para mineração são as RTX 3090 e RTX 3080, da Nvidia, com hashrate na casa dos 90 pontos. Os modelos foram lançados há pouco tempo e ainda têm um custo elevado por aqui. Alguns modelos da RTX 3080 são oferecidos por cerca de R$ 18 mil, enquanto a RTX 3090 tem poucas versões disponíveis, com preços iniciais de cerca de R$ 25 mil.

As Radeon VII e RX 6900 XT, da AMD, também aparecem bem, com 83 e 64 pontos, respectivamente. Enquanto a Radeon VII não é encontrada com tanta facilidade no mercado brasileiro, a RX 6900 XT tem custo na casa dos R$ 15 mil.

Placas intermediárias como RX 580 e GTX 166, por exemplo, têm hashrate na casa dos 30 pontos, o que pode tornar a mineração pouco vantajosa, já que o consumo de energia será muito alto – e o retorno, baixo.

Mesmo para quem pretende investir em placas novas, o custo elevado pode fazer com que esse retorno financeiro demore bastante. Afinal, mesmo placas intermediárias estão com valores muito elevados atualmente.

Em qual criptomoeda iniciar?

Para quem pretende iniciar na mineração, é interessante considerar criptomoedas que ofereçam a possibilidade de retorno mais rápido. O Bitcoin, por exemplo, não é mais tão viável, já que requer um poder de processamento muito elevado.

Das opções mais interessantes para iniciantes, vale destacar as criptomoedas Ether, ZCash e Monero, que, mesmo não oferecendo a mesma lucratividade dos Bitcoins, permitem utilizar máquinas mais modestas para mineração.

Minerar em notebooks

Para um bom desempenho na mineração, o hardware precisa ser levado ao extremo por um longo período, o que pode não ser um cenário ideal quando pensamos em notebooks. Um laptop precisa ter um clock adequado de acordo com sua solução térmica – enquanto sua fonte tende a oferecer uma quantidade

... muito menor de energia em relação aos desktops.

Um mesmo chip de GTX 1060, por exemplo, tende a minerar menos em um notebook, visto que sua temperatura máxima de operação deve ser atingida muito rapidamente, levando a um desempenho reduzido para diminuir a temperatura. Além disso, a fonte do notebook pode não oferecer toda a demanda energética para um bom rendimento na mineração, o que faz com que o processo não seja rentável.

Por que fazendas de mineração fazem mais sentido?

As fazendas de mineração reúnem um grande número de placas e GPUs, o que faz com que o ganho seja escalável. Enquanto um PC doméstico, no melhor dos cenários, pode ter um hashrate de cerca de 90, uma fazenda de mineração tem máquinas que, sozinhas, podem superar os 400 pontos.

Além disso, as fazendas de mineração normalmente são instaladas em localidades nas quais as tarifas de energia elétrica são menores, o que impacta diretamente no rendimento. Com um investimento muito alto, mas atingindo taxas de mineração impressionantes, esses locais ainda fazem sentido para quem investiu no hardware necessário em um cenário no qual os preços eram mais acessíveis.

Vale a pena?

Possivelmente, com apenas um PC doméstico minerando, os ganhos obtidos não devem ser suficientes nem mesmo para custear a operação do equipamento. Além disso, investir no hardware necessário atualmente vai gerar um custo muito elevado, o que compromete bastante a rentabilidade da mineração a curto e médio prazo.

Mesmo para quem tem placas de vídeo de alto desempenho paradas, muito provavelmente é mais interessante considerar a venda das mesmas, dada a alta procura desse tipo de componente. Isso porque iniciar na mineração vai exigir muita energia e tempo para ganhos poucos substanciais.



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