A realidade virtual exigirá muito dos computadores para funcionar corretamente nos próximos anos e a área de processamento de vídeo deverá ser especialmente sobrecarregada com as exigências da aplicação. Para a grande demanda, um novo tipo de controlador, chamado de VPU, vai gerenciar grandes quantidades de dados do conjunto de sensores, que vão de acelerômetros a giroscópios, responsáveis por criar a sensação de movimento.

Conheça os óculos de realidade virtual mais esperados para 2016

O novo controlador VPU (o “V” para visão, substituindo o “G” de GPU, por exemplo), teve o conceito criado pela Movidius, que já produz esse tipo de processador bastante específico, como o Myriad 2. O dispositivo já foi usado em alguns projetos de realidade virtual, entre eles o Project Tango, do Google.

Processador específico pode fazer a diferença entre diversos tipos de óculos de realidade virtual (Foto: Divulgação/Oculus)

Além do chip da Movidius, há a criação da Microsoft para o HoloLens. A desenvolvedora é bastante econômica em explicar o que há no interior da sua tecnologia de realidade aumentada e virtual, mas sabe-se que o dispositivo usa um tipo de processador especial para tarefas que fogem do comum, chamado de HPU (nesse caso, o “H” é para holográfico).

Novos processadores e novos problemas

Para entender a tecnologia é preciso compreender que qualquer dispositivo de realidade virtual prestes a chegar aos consumidores nos PCs depende de enormes quantidades de dados processados em um espaço de tempo muito curto.

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Enquanto os usuários se acostumam a ver GPUs como processadores extremamente capacitados para gerenciar essas grandes quantidades de informação de forma paralela, ou seja, processando várias informações diferentes ao mesmo tempo, e oferecendo resultados de qualidade na tela, os óculos de realidade virtual, como o Oculus Rift e HoloLens exigem ainda mais força.

VPUs deverão ser responsáveis por gerenciar leituras de sensores de movimento (Foto: Fabricio Vitorino/TechTudo)

Além do processamento gráfico bruto a taxas muito mais exigentes (de 30 quadros por segundo na sua tela a 120 quadros na realidade virtual), dispositivos como o Oculus Rift precisam colher uma série de leituras em tempo real a respeito do movimento da cabeça do usuário e sua posição relativa no espaço físico para que as imagens apresentadas na tela estejam de acordo com esse movimento.

As leituras são colhidas por sensores instalados no dispositivo e o gerenciamento dessa quantidade enorme de dados, lidos a todo instante, é responsabilidade desses novos processadores, sejam eles chamados de controladores, VPU, HPU ou o que quer que as empresas sintam-se empolgadas de batizá-los.

Equilíbrio

Para que o headset de realidade virtual não se torne um poderoso indutor de dores de cabeça, é indispensável que exista uma sintonia muito fina entre o vídeo sendo exibido nas lentes e as leituras dos sensores de movimento. Com

... tudo muito bem ajustado, o comportamento do dispositivo não terá atrasos e o uso será confortável, seja em jogos, aplicativos dedicados, ou assistindo vídeos.
HoloLens, da Microsoft, usa um processador chamado de HPU para funcionar (Foto: Divulgação/Microsoft)

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A previsão é que os novos tipos de processadores sejam tão importantes no futuro na mesma medida em que se considera relevantes componentes como a GPU em um celular: uma maior qualidade de processamento de dados referentes ao comportamento do headset deverá significar melhor qualidade e performance superior do sistema.



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