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O Moto Z que vai chegar ao Brasil terá um processador mais fraco do que o modelo dos Estados Unidos e outros países, conforme o TechTudo revelou em primeira mão nesta semana. A Lenovo, dona da Motorola, confirma que há diferença entre os modelos de celular, mas alega que a capacidade de processamento "não deve ser considerada um downgrade", termo usado para indicar o rebaixamento de suas especificações.

O assunto causou polêmica entre os internautas, que fizeram críticas à fabricante por "capar" um produto.

Testamos o Moto Z, celular da Lenovo com capinhas 'inteligentes'

Sistema empregado pela Lenovo no Moto Z traz poucas modificações em comparação com o Android original (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) (Foto: Sistema empregado pela Lenovo no Moto Z traz poucas modificações em comparação com o Android original (Foto: Thássius Veloso/TechTudo))Moto Z tem display de 5,5 polegadas e roda Android Marshmallow (Foto: Thássius Veloso/TechTudo)

Em nota enviada ao TechTudo, a Lenovo diz que "a velocidade do processador é um valor máximo que os núcleos podem rodar, e que somente é utilizado em situações específicas e de uso intenso". Como o Moto Z é um produto considerado top de linha – inclusive mais poderoso que o Moto X Play e Moto X Force – com apelo especial para quem gosta de ver vídeos em altíssima definição e jogar games intensos, a velocidade máxima do processador pode se tornar um limitador.

A fabricante também alerta para outros fatores que afetam o desempenho do smartphone, como a placa de vídeo (GPU) e a taxa de transferência da rede conectada. Ao menos em relação aos gráficos, o Moto Z nacional e o gringo vão contar com a mesma placa Adreno 530, segundo a ficha técnica oficial.

Assista a seguir ao vídeo sobre o lançamento do Z em San Francisco. O evento ocorreu em 9 de junho.

Entenda o caso

Durante o lançamento do Moto Z em San Francisco, nos Estados Unidos, a Motorola informou que o smartphone tinha em seu hardware um processador quad-core de até 2,2 GHz da linha Qualcomm Snapdragon 820. No entanto, a especificação diz respeito somente ao Z para o Estados Unidos, entre outros países. No Brasil será vendido um Moto Z com desempenho mais fraco: o processador também é quad-core Snapdragon 820, mas com frequência de 1,8 GHz. A redução é de aproximadamente 20% em relação ao modelo americano. A Alemanha também receberá o produto mais modesto.

A LG causou a mesma reação dos consumidores ao anunciar para mercado brasileiro o LG G5 SE no lugar do LG G5. As especificações também são mais fracas, inclusive com a redução da memória RAM de 4 GB para 3 GB no modelo brasileiro. Quem quer comprar o "Special Edition" precisa desembolsar um valor elevado: R$ 3.499.

Outros atributos do Moto Z com permanecem inalterados: a tela AMOLED de 5,5" e resolução Quad HD (2560 x 1440 pixels); proteção contra arranhões Gorilla Glass; câmera principal de 13 MP; câmera frontal de 5 MP; e memória RAM de 4 GB.

No país, o Moto Z será vendido exclusivamente com memória interna de 64 GB e suporte a dois SIM Cards (dual chip).

Tanto Moto Z quanto G5 SE podem ser melhorados com a adição de módulos (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) (Foto: Tanto Moto Z quanto G5 SE podem ser melhorados com a adição de módulos (Foto: Thássius Veloso/TechTudo))Módulo de projetor portátil pode ser adicionado à traseira do smartphone (Foto: Thássius Veloso/TechTudo)

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A principal inovação do celular é a traseira capaz de receber acessórios, como um projetor portátil que promete transformar a parede em uma tela de cinema. A caixa de som da JBL, também disponível como um acessório da linha Moto Snaps, deve trazer som de maior qualidade para os amantes da música que não desgrudam do smartphone.

Posicionamento da Motorola

Leia a seguir a resposta da fabricante sobre as diferenças entre o Moto Z brasileiro e o Moto Z que será comercializado nos Estados Unidos. O celular está previsto para chegar às lojas em setembro deste ano. Seu preço não foi divulgado.

"O Moto Z Droid Edition que será comercializado nos Estados Unidos possui pequenas variações em relação ao dos demais países do mundo, incluindo o Brasil. Entre estas diferenças, estão o suporte a funcionalidades específicas da rede da operadora americana, que não são suportadas aqui, bem como a velocidade máxima de operação do processador.

Esta diferença, no entanto, não deve ser considerada um downgrade, uma vez que a velocidade do processador é um valor máximo que os núcleos podem rodar, e que somente é utilizado em situações específicas e de uso intenso.

Na grande maioria do uso normal de um aparelho, as velocidades de operação são inferiores ao valor máximo, não havendo diferença entre os dois processadores neste item. Outro fator que deve ser considerado é que o desempenho do aparelho depende de diversos outros elementos, como GPU, taxa de transferência da rede conectada, entre outros. Por esta razão, a medida de desempenho no uso do aparelho não deve levar em consideração apenas a velocidade máxima do processador."

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