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A NVIDIA anunciou uma técnica que promete ajudar ainda mais na realidade virtual, que ainda engatinha quando o assunto é entretenimento. A fabricante está desenvolvendo um processamento gráfico para facilitar a chegada do suporte VR em computadores mais lentos. Além de colaborar com a criação de uma cultura desse tipo de conteúdo, o projeto também quer garantir aos desenvolvedores maior margem de manobra para criar gráficos ainda mais impressionantes, mais próximos da forma que enxergamos. 

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A técnica, chamada de “foveated rendering” (o termo “foveated” refere-se à fovea centralis da nossa retina) já apresenta resultados e deve ser apresentada pela Nvidia com detalhes mais específicos na SIGGRAPH, conferência do setor que envolve fabricantes de hardware e desenvolvedores.

Imagem mostra a técnica em ação, apresentando cenário com bordas levemente desfocadas (Foto: Divulgação/Nvidia)Imagem mostra a técnica em ação, apresentando cenário com bordas levemente desfocadas (Foto: Divulgação/Nvidia)

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Para compreender a ideia por trás da técnica, é interessante analisar como os nossos olhos funcionam: quando olhamos para algo, estamos sempre focando em uma parte pequena da cena (aí entra a tal fovea centralis), enquanto o restante do nosso campo de visão fica em segundo plano, com um aspecto borrado.

Os games na realidade virtual, porém, apresentam cenas que são processadas de forma diferente: toda a imagem é renderizada pela placa de vídeo em alta resolução e qualidade o tempo todo.

Assim, a técnica da Nvidia visa mudar isso. Ou seja, em vez de gastar toda a performance de placa gerando imagem em alta resolução o tempo todo, o uso desse tipo de processamento deve permitir que a peça processe em alta qualidade apenas o ponto em que o jogador está concentrado em dado momento, liberando performance que pode ser aproveitada pelos desenvolvedores para a criação de cenários e jogos ainda mais imersivos e completos.

Tudo parece muito simples, mas uma série de problemas precisam, ou precisarão, ser encarados antes da técnica se tornar um padrão recorrente na indústria. Por exemplo, para que a placa de vídeo processe apenas o ponto em que o jogador olha em alta qualidade é preciso que o sistema saiba qual é o ponto para qual o jogador olha, e isso envolve técnicas de rastreio de movimento de olhos extremamente avançadas.

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A Nvidia também precisou estudar em níveis mais fundamentais a nossa visão periférica para entender que tipos de elementos são visíveis na periferia: tipos de cores, de formas e movimento, por exemplo. Do contrário, o ato de simplesmente borrar artificialmente as bordas da imagem criaria um efeito de visão de túnel, longe de ser agradável, ou preciso para quem quer mais imersão na realidade virtual.

Para entender melhor o processo, veja no vídeo abaixo como a técnica de renderização funciona.

Via Nvidia, VRfocus, The Verge

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