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A Samsung anunciou o fim da fabricação do Galaxy Note 7, após semanas de dúvidas a respeito da segurança dos smartphones. Em comunicado, a fabricante solicitou que os donos do celular o mantenham desligado e também pediu que as lojas e operadoras de telefonia suspendam imediatamente a venda sua telefone.

O sucessor do Galaxy Note 5 ficou conhecido pelo problema na bateria, que levou ao superaquecimento de dezenas de unidades. Algumas chegaram a pegar fogo, segundo o relato dos donos. O smartphone custaria R$ 4.299 no Brasil e iria brigar diretamente com o iPhone 7 Plus.

Testamos o Galaxy Note 7, o celular da Samsung com scanner de íris

Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos (Foto: Ana Marques/TechTudo) (Foto: Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos (Foto: Ana Marques/TechTudo))Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos (Foto: Ana Marques/TechTudo)

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A ordem chegou depois que um novo lote do Note 7, considerado "seguro", também teve unidades defeituosas. A Samsung prometeu fazer uma análise para descobrir as possíveis causas do problema, mas, por questões de segurança, determinou o recolhimento dos smartphones que já estão na rua e suspensão das vendas “para o benefício da segurança dos consumidores", segundo o posicionamento.

Os consumidores que já adquiriram o aparelho serão reembolsados ou poderão trocar por um modelo de outra marca. Como o Galaxy Note 7 não desembarcou no Brasil – seu lançamento foi adiado, em meio à crise –, a fabricante não iniciou oficialmente um recall no país. A orientação dada por ela é para que os donos de Note 7 comprados no exterior entrem em contato com o SAC telefônico. O TechTudo procurou a Samsung para saber se as vendas no Brasil foram canceladas de vez, mas a empresa não se manifestou.

Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria (Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge) (Foto: Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria (Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge))Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria (Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge)

O Galaxy Note 7 foi anunciado em agosto, num evento que antecedeu as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Desde então foram registrados mais de cem queixas de clientes com celulares que passaram por superaquecimento – oficialmente, a Samsung admitiu que 35 modelos do primeiro tiveram problema. A coreana anunciou um recall de todos os aparelhos em 2 de setembro, mas, mesmo os aparelhos que foram considerados seguros, entraram em combustão.

Companhias aéreas brasileiras ou que voam para o Brasil passaram a seguir uma recomendação da autoridade de aviação civil dos Estados Unidos, que pedia que os telefones Note 7 fossem mantidos desligados durante o voo, conforme mostra o vídeo abaixo.

O preço de lançamento do modelo era de R$ 4.299 e as vendas no Brasil começariam dia 22 de agosto, mas foram interrompidas após relatos do problema em redes sociais, como o Facebook.  O smartphone tinha uma configuração robusta e prometia bater de frente com o iPhone 7 Plus.

Na ficha técnica do Galaxy Note 7 estava a tela de 5,7 polegadas, o processador octa-core e a memória RAM de 4 GB. O produto teria 64 GB de armazenamento, com possibilidade de expansão por meio de cartão de memória. Outro destaque, as câmeras tinham 12 MP e 5 MP (megapixels). O Note 7 já estava à venda em mais de dez países, incluindo Estados Unidos, China e Coréia do Sul. Mais de 3 milhões de unidades foram vendidas.

Outro celular da Samsung pode pegar fogo? Usuários perguntam no Fórum

Colaborou Thássius Veloso

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