Tech - Review Dead by Daylight

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Dead by Daylight tinha uma proposta quase única quando foi lançado originalmente, ao mesclar jogo de horror com multiplayer online. Ainda que a ideia não fosse exatamente inédita, já que existiam games como Left 4 Dead e Evolve, o título de PC surpreendeu por dar um clima de “filme adolescente” à experiência. Agora ele retorna, via PS4 e Xbox One, com conteúdo recheado, e após o lançamento do game Friday The 13th, que tem proposta bem parecida. Será que Dead by Daylight ainda mantém o fôlego? Confira, nesta análise completa, os prós e contras do jogo de terror.

Leia o review de Friday The 13th The Game

De volta ao horror

Assim como outros do gênero e do mesmo tipo, Dead by Daylight não traz um enredo. Na verdade, há apenas uma breve explicação para unir quatro sobreviventes em um mesmo ambiente, futuras vítimas de um assassino em série, um maníaco que ronda o cenário e que pretende eliminar um por um, sem pena.

Dead by Daylight: veja a análise completa do jogo (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)Dead by Daylight: veja a análise completa do jogo (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)

A história nem é necessária, por se tratar de um jogo exclusivamente online e multiplayer. A premissa é que quatro jogadores controlam os sobreviventes, enquanto um quinto fica no comando do assassino. Há diferenças entre eles, é claro: os sobreviventes são mais fracos, rápidos e podem usar equipamentos diversos. Além disso, sua jogabilidade é em terceira pessoa. Já o assassino é mais lento, mas não pode ser morto, e sua jogabilidade é em primeira pessoa, com três variantes.

Jogabilidade já conhecida

Como citamos, a ideia não é nova. Principalmente agora, quando deu tempo de já sair um game que basicamente se inspirou em Dead by Daylight, mas bebendo de uma marca famosa, como é o caso de Friday the 13th. Mas há espaço para boas ideias, como as configurações de cada sobrevivente, antes das partidas.

Dead by Daylight: veja o review do game (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)Dead by Daylight: veja o review do game (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)

Os sobreviventes têm a opção de utilizar conjuntos de habilidades, que vão ajudar a combater as ameaças que o assassino preparar ao longo da fase. O objetivo varia de leve, mas o alvo máximo é sempre escapar com vida, completando caminhos ou ligando os geradores. Dead By Daylight tem ideias interessantes também nesse ponto, que envolvem administrar recursos – no caso dos geradores, evitar que explodam, e não apenas simplesmente ligá-los.

É bacana também o fato de que, ao contrário de Friday The 13th, em Dead By Daylight temos a opção de escolher jogar com os sobreviventes ou com o assassino. Essa opção é selecionada no menu inicial, antes mesmo de entrar em uma partida. Fica menos aleatório e mais satisfatório para quem busca experiência personalizada de verdade.

Dead by Daylight: veja os prós e contras do game (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)Dead by Daylight: veja os prós e contras do game (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)

Além disso, a diferença de jogabilidade entre os dois tipos de personagem (assassino ou sobrevivente) dita o ritmo de Dead By Daylight. Jogar em primeira pessoa, como o executor, é bem diferente e único. Além das habilidades mais limitadas, a criatura possui poderes que o ajudam a eliminar os personagens e, apesar de ser ligeiramente mais lento, é mais forte e literalmente invencível. É sempre divertido acompanhar as execuções de cada vítima capturada.

Comandos tranquilos, game nem tanto

Na verdade, Dead By Daylight não tem nada de tranquilo. Tudo bem, quisemos dizer que os comandos são fáceis. E são mesmo. O jogo pode ser aproveitado por usuários de qualquer nível, principalmente por não ter combates diretos. É saber se movimentar, correr e interagir com os cenários – no caso dos sobreviventes. O “problema” é que a tranquilidade está realmente só no joystick.

Dead by Daylight: veja o review do game de terror (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)Dead by Daylight: veja o review do game de terror (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)

O game é extremamente tenso. A todo o momento você vai se sentir perseguido pelo assassino dentro dos cenários, ainda mais por conta da visão em terceira pessoa para os sobreviventes – o que não ajuda a acalmar. Na verdade, um de seus maiores trunfos está nesse clima, que até existe no “concorrente”, mas que aqui está exponencialmente maior.

Os cenários são sempre gerados aleatoriamente, o que é uma vantagem para quem busca jogar repetidas vezes. O game tem um excelente nível de variedade, principalmente em relação à forma que os cenários são gerados, graças aos possíveis esconderijos, pontos de execução e objetivos espalhados pelo mapa.

Dead by Daylight: veja o review (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)Dead by Daylight: veja o review (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)

A variedade de Dead By Daylight reside no fato de que ele tem bastante opção de configuração para os personagens, mas é sempre bom lembrar que o jogo fica ainda melhor quando jogamos com um grupo conhecido. Como depende muito da cooperatividade entre os personagens para sobreviver, jogar “por si só” em um grupo não vale tanto a pena. O game pode ser chato, caso não tenha amigos que compraram o título para aproveitar com você.

Visual na média

O visual de Dead By Daylight é bom, mas não surpreende. Ao menos ele está um pouco melhor que o gráfico de Friday The 13th, que é realmente fraco. Os cenários são pouco inspirados em termos de design, mas os personagens e o assassino estão bem animados e representados.

Dead by Daylight: veja a análise do título de terror (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)Dead by Daylight: veja a análise do título de terror (Foto: Divulgação/Behaviour Digital)

O único problema visual maior, e que persiste em termos da versão PC, está nos pequenos bugs de animação, travadas dos personagens e, claro, as falhas que existem nas cenas de execução – que tornam tudo mais engraçado. Seria cômico, se não incomodasse um pouco a quem joga. Ainda assim, está tudo na média.

Conclusão

O Dead By Daylight pode não ser mais criativo, mas ainda impressiona. Jogar no controle melhora um pouco a experiência e aproveitar as partidas, seja na pele do assassino ou dos sobreviventes, continua tão divertido quanto antes. O game faz grande esforço em ser variado, com cenários gerados aleatoriamente, e muito conteúdo personalizável. Porém, ainda há pequenos bugs visuais e, no geral, ele é bem mais divertido só quando jogamos com um grupo conhecido de pessoas.

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