Além de liderar todos os rankings de malware na América Latina, o Brasil também é o país com mais casos de clonagem de cartões de crédito em pontos de vendas na região. Com 77,37% de todos os ataques dedicados, é seguido pelo México, distante, com apenas 11,60%. No país, destaque neste tipo de golpe entre latino americanos, é comum ainda ver manifestações públicas dos criminosos em celebração aos crimes, com funks e vídeos no YouTube. Quem detalha é Fábio Assolini, analista da Kaspersky no Brasil.
'Precisamos proteger tudo', diz Eugene Kaspersky
Kaspersky (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) A certeza da impunidade é tanta que, no YouTube, é comum encontrar vídeos de músicas que fazem apologia ao crime de clonagem de cartões. Nas letras, grupos celebram o golpe e comemoram o fato de que, com cartões clonados, podem comprar o que quiserem. Um busca simlpes por "cartão clonado", revela os vídeos. A ação costuma caracterizar formação de quadrilha, já que há vários personagens na aplicação, desde a instalação do malware até a revenda de dados. "Geralmente o desenvolvedor do malware, o crânio por trás do golpe, não se expõe indo até o final da fraude, coletando e vendendo os dados dos cartões de crédito, por exemplo. Sempre há outras pessoas envolvidas", explica Assolini. Ao final da palestra, Assolini — que revelou já ter sido vítima do golpe da clonagem de cartões — mostrou os vídeos do "Bonde do Cartão Clonado". Sem qualquer cerimônia, jovens mostram rostos, apelidos e fotos dos cartões clonados e das compras realizadas com os dados roubados. O analista explicou ainda que, quase sempre, quem descobre a fraude é a empresa de cartão de crédito, após receber uma chuva de reclamações, pedidos de estorno na fatura e cancelamentos.
Mais de 1.000 ataques em pontos de venda Durante a 7ª Cúpula Latino Americana de Analistas de Segurança da Kaspersky, em Buenos Aires, na Argentina, pesquisadores da empresa de antivírus revelaram que há mais de 40 famílias de malware direcionados. Para se ter uma ideia, entre 2015 e 2016, foram mais de 1.300 ataques registrados pela empresa de segurança. No período de dois anos, hackers clonaram cartões usando o malware Dexter, um open source disponível de forma gratuita. Esse número alcançou 1.000 ataques apenas nos primeiros oito meses de 2017. Desta vez, usando o malware NeutrinoPOS — também usado ataques de negação de serviços (DDoS). “Os prejuízos causados aos bancos por cartões clonados podem chegar a milhões por ano e ...


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