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Um estudo feito pela Symantec, desenvolvedora do antivírus Norton, mostra que o Brasil é o terceiro colocado no ranking de países da América Latina com mais dispositivos infectados, vítimas de botnets — um tipo de rede de aparelhos conectados à Internet e contaminados com malwares que permitem que hackers tenham o controle de muitos dispositivos ao mesmo tempo, de forma remota.

A pesquisa também indica que São Paulo (36,3%), Rio de Janeiro (20,74%) e Curitiba (6,29%) são as três cidades brasileiras com o maior número de casos relacionados a esse tipo de ataque no país. No contexto da América Latina, a Cidade do México tem o maior índice com 16.9% na região e 81,8% de registros quando indicados apenas dados do país. Veja o ranking completo do estudo que dispensa os EUA.

Brasil registra mais de um terço dos botnets da América Latina (Foto: Reprodução/Filipe Garrett)Brasil registra mais de um terço dos botnets da América Latina (Foto: Reprodução/Filipe Garrett)

Brasil registra mais de um terço dos botnets da América Latina (Foto: Reprodução/Filipe Garrett)

Botnets

Bots (robôs digitais) podem operar dispositivos com conexão à Internet de maneira automatizada e remota. Quando infectados, permitem que criminosos controlem computadores, celulares, roteadores e câmeras de segurança à distância. Se combinados, bots e malwares podem formar uma botnet. Ou seja, uma rede de bots maliciosa que se aproveita de aparelhos de terceiros.

Riscos

Os riscos de usar um aparelho que faz parte desse tipo de rede podem variar bastante, já que os efeitos da praga na máquina dependem das intenções do operador. Entre elas, está a possibilidade de infecção por diversos tipos de vírus, receber spam e ter dados e arquivos pessoais acessados.

Um ataque mais agressivo em um equipamento vulnerável pode dar ao invasor o controle remoto da máquina da vítima. Além disso, botnets também são muito usadas em ataques do tipo DDoS.

Como os aparelhos são infectados?

A fragilidade de protocolos de segurança em roteadores com senhas padrão e maus hábitos de uso da Internet — como clicar em arquivos de e-mails ou mensagens sem antes verificar se a fonte é legítima — estão associadas ao crescimento das botnets.

Além disso, a Symantec ressalta o risco oferecido por aparelhos da Internet das Coisas (IoT), que pode ser um dos motivos do maior número de infecções por bots em 2016. Somente no ano passado, mais de 689 milhões de pessoas foram vítimas de crimes cibernéticos, em sua maioria relacionados a bots e botnets. Os eletrônicos conectados são grandes alvos desses ataques.

Nelson Barbosa, engenheiro da Symantec destaca que no último ano, foi possível perceber que os criminosos digitais estão usando cada vez mais celulares e aparelhos domésticos conectados (IoT) para aumentar suas redes de bots. "Outros alvos são servidores, que possibilitam uma pulverização maior para os ataques DDoS, por exemplo", completa Barbosa.

Como exemplo a pesquisa, o especialista cita o caso de Mirai (formado por cerca de meio milhão de equipamentos como câmeras IP e roteadores) que, em seu auge, também em 2016, promoveu ataques direcionados à dispositivos IoT que aconteciam em média a cada dois minutos.

Neste período, a América Latina representou 15.6% do total da população mundial de bots. Um em cada 20 (6.7%) dos ataques tiveram origem em aparelhos (câmeras, TV, roteadores e outros smart dispositivos) localizados na América Latina. Seus donos, porém, não tinham conhecimento disso.

Como se prevenir?

As dicas para prevenir riscos são:

  • Boas práticas de uso da Internet, como verificar o remetente de e-mails antes de clicar em arquivos executáveis e links;
  • Evitar o uso de apps de fonte duvidosa;
  • Estar atento a updates de segurança do sistema operacional;
  • Usar senhas fortes, reforçadas por recursos como autenticação de dois fatores;
  • Ter um bom antivírus em funcionamento e mantê-lo atualizado.

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