Um e-mail recheado de documentos pessoais tem assustado brasileiros. As informações utilizadas pelos golpistas são atribuídas a data brokers — instituições que oferecem serviços de análise de crédito. Na mensagem, os criminosos colocam tudo o que descobriram sobre a vítima como nome, CPF, data de nascimento, título de eleitor, endereço, conta bancária, renda e grau de risco, e pedem um valor (em bitcoins) para proteger o internauta do crime de "roubo de identidade".
O que é seguro cibernético? Para receber o falso serviço e ter seus dados protegidos, a vítima deve pagar 0,004 BTC — um valor que próximo de R$ 100 em bitcoin. A orientação principal é não pagar, ainda que a massa de informações corretas sobre a vítima seja um fator de convencimento bastante alto.
Criminosos oferecem falsa proteção de dados em troca de bitcoins (Foto: Divulgação/Kaspersky) Fabio Assolini, analista da Kaspersky no Brasil, explica que obter os dados não é complicado. "Os criminosos podem roubar logins de acesso legítimos para esses serviços. É bastante comum encontrar golpes de phishing e trojan que roubam acessos a data broakers", explica Assolini. Não é possível saber de onde nem como as informações foram vazadas e os autores da mensagem tem usado disculpas diferentes para fazer a vítima cair na armadilha. Em alguns dos e-mails usam como assunto "Diretiva de Segurança de Dados" e, em outros, "O Direito de Ser Esquecido". Em ambos os casos, trata-se de chantagem. Diferente do ransomware, que bloqueia seus arquivos e pede resgate, neste, o criminoso tem as informações e, para não usar ilegalmente, cobra a taxa.
Você recebeu um e-mail como esse? Assolini pontua duas importantes ações caso os seus dados tenham caído nas mãos de criminosos. A primeira delas é não mandar nenhum valor, seja em bitcoins ou em moeda tradicional. Não há garantia de que não vão usar seus dados para realizar alguma fraude no futuro. "Se você pagar uma vez, podem começar a pedir ainda mais dinheiro", alerta. A segunda, se possível, é contratar um serviço de proteção e monitoramento. Algumas instituições oferecem esse sistema no Brasil. Toda vez que alguém consultar um CPF, o detentor deste número receberá um aviso. "É uma forma não de evitar a fraude mas de saber se usaram seus documentos para alguma coisa. Não é muito comum aqui no país, mas nos Estados Unidos é uma prática corrente", diz.
E-mail com dados pessoais assusta brasileiros com extorsão (Foto: Divulgação/Kaspersky) Is...


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