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Um novo malware que ataca usuários do Facebook Messenger no Google Chrome para PC foi descoberto por pesquisadores da empresa de segurança Trend Micro. Chamada de Digmine, a ameaça se espalha na rede de bots do mensageiro, na forma de um vídeo aparentemente inofensivo. Ao ser executado, o vírus infecta o sistema e passa a usar os recursos da máquina para minerar Monero, uma moeda criptográfica similar ao Bitcoin.

Ainda não se sabe o número de usuários que foram vítimas do ataque no mundo. Até o momento, casos surgiram na Coreia do Sul, Vietnã, Azerbaijão, Ucrânia, Filipinas, Tailândia e Venezuela. Ainda não foram registrados incidentes no Brasil.

Novo malware se espalha na rede de bots do Facebook Messenger no Google Chrome (Foto: Luciana Maline)Novo malware se espalha na rede de bots do Facebook Messenger no Google Chrome (Foto: Luciana Maline)

Novo malware se espalha na rede de bots do Facebook Messenger no Google Chrome (Foto: Luciana Maline)

Procurado pela Trend Micro, o Facebook disse que possui sistemas de proteção contra malwares como o Digmine. “Temos uma série de sistemas automatizados para ajudar a impedir que links perigosos apareçam no Facebook e no Messenger. Se suspeitarmos que seu computador esteja infectado com malware, forneceremos uma verificação gratuita com um antivírus de nossos parceiros confiáveis”, declarou a rede social.

Invasão da conta

Segundo os especialistas que descobriram o Digmine, o malware pode ir além de minerar Monero usando o hardware do computador. Se o usuário mantiver o Facebook Messenger logado automaticamente – sem requerer digitação de login e senha todas as vezes que acessar o site – o malware pode tomar controle da conta para enviar mensagens automáticas e infectar sua rede de contatos.

Um computador atingido pelo Digmine, portanto, tende a exibir dois comportamentos: enviar mensagens não-intencionais a amigos e ficar lento demais por conta da mineração de moeda virtual.

Hackers têm usado com frequência a tática de mineração forçada de moedas criptográficas para gerar ganhos. No entanto, casos como o do Digmine, que se espalha em uma rede de bots, são mais raros. Criminosos costumam atacar vítimas por meio de sites infectados – veja como se proteger.

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