Não está com tempo de ler? Ouça este conteúdo.
email facebook googleplus pinterest twitter whatsapp

O cenário internacional de Dota 2 foi bastante alterado em 2017, quando a desenvolvedora Valve promoveu mudanças nos formatos de qualificação para que todos os continentes fossem representados nos campeonatos. Com o surgimento das eliminatórias sul-americanas, as equipes SG e-sports e a Pain Gaming tiveram o caminho aberto para o Dota Pro Circuit, o calendário oficial de competições internacionais da modalidade.

Com cenário profissional praticamente inexistente até 2017 e, consequentemente, poucas oportunidades de disputar qualificatórias de grandes torneios, os times brasileiros já podem almejar bons resultados em 2018. Abrindo espaço para o crescimento nacional, a SG e-sports teve, no ano passado, participação inesquecível na Major de Kiev, ao eliminar a Team Secret, um dos melhores times do mundo, e avançar para as quartas de final. O sonho do título acabou com a derrota para os americanos da Evil Geniuses, mas o marco botou o Brasil de vez no mapa mundial do esporte eletrônico.

SG e-sports após vitória contra a Team Secret (Foto: Divulgação/Valve)SG e-sports após vitória contra a Team Secret (Foto: Divulgação/Valve)

SG e-sports após vitória contra a Team Secret (Foto: Divulgação/Valve)

Receita de sucesso

A organização Pain Gaming, conhecida por ser uma das mais estruturadas no Brasil, agiu com proatividade. Identificando as novas oportunidades pelas mudanças no regulamento de participação em campeonatos, anunciou, em novembro de 2017, o retorno dos investimentos ao Dota 2, sem revelar jogadores.

A iniciativa já apresenta resultados. Neste ano, a equipe anunciou sua lineup com um grande diferencial: a experiência. Os maiores responsáveis pelo bom desempenho da SG e-sports em Kiev, Danylo “KINGRD” Nascimento, William “hFn” Medeiros e Otávio “tavo” Gabriel vestiram, em janeiro, a camisa da Pain Gaming. Os três atletas participaram da major Galaxy Battles II, nas Filipinas, no mesmo mês, além de conquistarem vaga para a Major de Bucareste, por meio de qualificatórias sul-americanas. Apesar terem sido eliminados na fase de grupos do campeonato (com três derrotas e uma vitória), o início do trabalho com presença em um campeonato internacional foi visto com bons olhos pela comunidade.

Lineup da Pain Gaming para a Major de Bucareste, da esquerda para a direita: Heitor “Duster” Pereira, William “hFn” Medeiros, Danylo “KINGRD” Nascimento, Otávio “tavo” Gabriel e Gabriel “Rayuur” Pinheiro (Foto: Divulgação/Valve)Lineup da Pain Gaming para a Major de Bucareste, da esquerda para a direita: Heitor “Duster” Pereira, William “hFn” Medeiros, Danylo “KINGRD” Nascimento, Otávio “tavo” Gabriel e Gabriel “Rayuur” Pinheiro (Foto: Divulgação/Valve)

Lineup da Pain Gaming para a Major de Bucareste, da esquerda para a direita: Heitor “Duster” Pereira, William “hFn” Medeiros, Danylo “KINGRD” Nascimento, Otávio “tavo” Gabriel e Gabriel “Rayuur” Pinheiro (Foto: Divulgação/Valve)

Quem acompanha outras modalidades dos esports, pode estar com aquela sensação de dejavu. Em 2015, em situação parecida, o time de CS:GO de Gabriel “Fallen” Toledo participou, como "zebra", de um campeonato relevante internacionalmente. Apenas um ano depois, o time sagrou-se campeão de outra Major, a MLG Columbus, pelo organização LG. Se a história se repetir, não será nenhuma surpresa se presenciarmos, de forma inédita, a bandeira brasileira no The Internationals (A Copa do Mundo de Dota 2) de 2018.

Sobre Gerência Imóveis

Única plataforma que conecta o proprietário à imobiliária e/ou corretor de imóveis com o foco em potencializar as vendas e torná-las mais seguras maximizando o tempo do corretor.