O Grindr está envolvido em polêmica sobre privacidade por compartilhar dados de usuários. O aplicativo de paquera destinado ao público LGBT é acusado de fornecer informações dos mais de três milhões de perfis a duas empresas parceiras. Localização, número de telefone e até mesmo o status de HIV compartilhados pelos usuários foram acessados. Outro recente caso sobre falta de segurança na Internet é entre o Facebook e a Cambridge Analytica.

A descoberta foi feita pela ONG norueguesa Sintef e divulgada pelo Buzzfeed News no início desta semana. Após a repercussão negativa, o app informou que não vai mais fornecer o status de HIV dos usuários a outras empresas.

Grindr é aplicativo de paquera voltado para público LGBT (Foto: Divulgação/Grindr)

Grindr é aplicativo de paquera voltado para público LGBT (Foto: Divulgação/Grindr)

O Grindr permite publicar informações relacionadas à doença sexualmente transmissível, como a última vez em que foi feito o teste e se o usuário é ou não soropositivo, caso o usuário queira. Desta forma, essas informações ficam disponíveis para serem visualizadas por todos os participantes do aplicativo.

O problema é que os dados não ficavam restritos apenas dentro do app, mas também eram compartilhados com terceiros. O Grindr enviava a duas empresas de monitoramento de dados, Apptimize e Localytics, uma série de informações, como o telefone, e-mail, localização e o status de HIV dos usuários.

Todos o material era enviado em conjunto, prática condenada por especialistas em segurança digital. Um hacker, ao invadir os servidores da empresa, poderia localizar uma pessoa específica ao cruzar as informações.

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O que diz o Grindr

O aplicativo se defende ao dizer que as informações não eram utilizadas para publicidade ou outros fins comerciais. Na ocasião, segundo o Grindr, as empresas parceiras faziam as análise dos dados para ajudar no desenvolvimento de novas funções, prática comum na indústria.

“Esses fornecedores estão sob condições contratuais estritas que fornecem o mais alto nível de confidencialidade, segurança de dados e privacidade do usuário”, explica Scott Chen, CTO do Grindr, em postagem no blog oficial da empresa. “Essas informações são sempre transmitidas com criptografia”, afirma.

Além disso, o Grindr lembra que, ao fornecer o status de HIV, o usuário torna a informação pública e permite o uso de acordo com a política de privacidade do aplicativo. Após a repercussão, o app de paquera decidiu não compartilhar esse dado com terceiros. O recurso era usado para ajustar a implementação de uma ferramenta que lembra aos usuários de fazerem o teste de AIDS a cada três ou seis meses.

Com informações The Guardian, BuzzFeed News (1 e 2) e Digital Trends

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