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Perto de completar 30 anos de existência, o Mega Drive fez parte da infância de muitos brasileiros. Console mais vendido da Sega, foi o único a conseguir bater de frente com o Super Nintendo em sua época, e trouxe clássicos que até hoje estão no imaginário de muitos gamers, como Sonic, Gunstar Heroes e Road Rash.

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Porém, poucos sabem que o Mega Drive ganhou diversos modelos desde seu lançamento em outubro de 1988. Se hoje temos até uma versão mini, na década de 90 a Sega chegou a colocar no mercado um computador que roda Mega Drive, um Mega Drive acoplado a um micro-system, e até um Mega Drive com tocador de karaokê. Tudo isso feito em um grande esforço para tornar sua marca reconhecida mundialmente.

Confira abaixo nossa lista com dez modelos diferentes do Mega Drive lançados nos anos 90:

O clássico Mega Drive foi lançado em 1988 no Japão (Foto: Divulgação/TecToy)O clássico Mega Drive foi lançado em 1988 no Japão (Foto: Divulgação/TecToy)

O clássico Mega Drive foi lançado em 1988 no Japão (Foto: Divulgação/TecToy)

Sega Teradrive

No começo da década de 90, ter um computador em casa era coisa para poucos. Então, em 1991, a Sega firmou uma parceria com a IBM e lançou no Japão o Teradrive, que nada mais era do que um PC com uma entrada para cartuchos de Mega Drive.

O produto, porém, fracassou nas vendas. Em parte porque seu hardware já era bastante antiquado para a época. Seu processador, o Intel 80286, tinha mais de dez anos de produção. Por sua raridade, atualmente o Teradrive é cobiçado por diversos colecionadores.

Só que essa não foi a única tentativa de aliar o Mega Drive aos PCs. Em 1993, a companhia Amstrad lançou o Mega PC na Europa e na Austrália. Apesar de possuir especificações melhores do que do Teradrive, o híbrido era vendido a £ 999,99 (algo próximo a R$ 5 mil na cotação atual). Por conta de seu preço proibitivo, ele foi um fracasso de vendas e acabou sendo descontinuado pouco tempo depois.

Sega Teradrive vinha um processador antigo e não vingou (Foto: Reprodução/Sega Retro)Sega Teradrive vinha um processador antigo e não vingou (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Sega Teradrive vinha um processador antigo e não vingou (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Mega Drive 2

Em 1993, a Sega resolveu fazer uma bela mudança no design de seu console 16 bits. Batizado de Mega Drive 2, o modelo, além de mais compacto, vinha com um áudio ligeiramente melhor do que suas versões anteriores. Como novidade também vinha com o controle de seis botões. Por outro lado, o Mega Drive 2 não tinha mais entrada para fones de ouvido e, por causa disso, nem o controle de volume.

Aqui no Brasil, o Mega Drive 2 foi vendido pela TecToy como Mega Drive 3.

Mega Drive 2 no Japão e na Europa, mas Mega Drive 3 no Brasil (Foto: Divulgação)Mega Drive 2 no Japão e na Europa, mas Mega Drive 3 no Brasil (Foto: Divulgação)

Mega Drive 2 no Japão e na Europa, mas Mega Drive 3 no Brasil (Foto: Divulgação)

Sega Mega Jet

Antes do Sega Nomad, a primeira tentativa de produzir um Mega Drive portátil foi com o modelo Mega Jet. Seu acesso inicial, porém, era bastante exclusivo. Apenas clientes da companhia aérea Japan Airlines podiam alugar o aparelho para jogar durante os voos. O aparelho, que não tem visor, era ligado a uma tela LCD que ficava na poltrona do avião.

Um diferencial era que o passageiro podia trazer seus próprios cartuchos para jogar, mas também eram oferecidos alguns games de sucesso, como Super Monaco GP 2 e Sonic the Hedgehog.

Em 1994, o Mega Jet passou a ser comercializado para o público japonês em duas versões: uma era ofertada pela própria Sega e a outra era comercializada em um bundle em parceria com a empresa de acessórios automotivos Alpine. Assim, era possível jogar Mega Drive também dentro do carro.

Sega Mega-Jet (Foto: Reprodução/Sega Retro)Sega Mega-Jet (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Sega Mega-Jet (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Sega Nomad

Lançado apenas nos EUA em 1995, o Sega Nomad foi a tentativa da Sega norte-americana de substituir o já enfraquecido Game Gear. Apostando em sua extensa biblioteca de jogos e nos gráficos mais avançados, a ideia era bater de frente com o Game Boy da Nintendo.

Só que havia alguns problemas. Primeiro que a tecnologia de LCD portáteis na época não comportava uma taxa de atualização muito alta, então muitas cenas de ação ficavam bastante borradas (cujo fenômeno se chama “ghosting”). Outro problema é que o aparelho ficou famoso por ser pouco econômico. O Nomad consumia seis pilhas AA que duravam no máximo cinco horas de jogatina — contra mais de 10 horas do Game Boy.

Por conta disso, o console foi descontinuado em 1999, vendendo pouco mais de 1 milhão de unidades.

Nomad era a chance da Sega bater o Game Boy (Foto: Reprodução/Amibay)Nomad era a chance da Sega bater o Game Boy (Foto: Reprodução/Amibay)

Nomad era a chance da Sega bater o Game Boy (Foto: Reprodução/Amibay)

Sega Multi Mega CDx

Todos sabem que a Sega foi uma das primeiras empresas de videogame a apostar no CD como mídia. Só que, apesar dos bons títulos, como Sonic CD, Final Fight e Snatcher, problemas como o preço alto e o gradual desinteresse de algumas produtoras acabaram colocando o Sega CD de escanteio.

Na tentativa de reformular o acessório, a Sega dos EUA lançou em 1994 o Multi Mega CDx, um aparelho um pouco maior e mais pesado que um Discman e capaz de rodar jogos de Mega Drive e Sega CD, além de reproduzir músicas em CD.

Óbvio que seu grande diferencial era a capacidade de ser usado também como um player de CDs avulso, tanto que ele também podia ser alimentado apenas com pilhas. O CDx tinha ainda uma saída Line que podia ser conectada a um sistema de som Hi-Fi.

O Sega CDx, porém, veio tarde demais. Ainda no final de 1994, a Sega lançaria seu novo console, Saturn, no Japão. Por conta disso, o interesse em torno do Mega Drive caía cada vez mais e o CDx foi descontinuado no fim daquele ano.

Sega Multi-Mega CDx foi lançado tarde demais (Foto: Reprodução/Sega Retro)Sega Multi-Mega CDx foi lançado tarde demais (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Sega Multi-Mega CDx foi lançado tarde demais (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Wondermega

Outra tentativa de transformar o Mega Drive e o Sega CD em eletrônico foi com o Wondermega, da empresa japonesa JVC/Victor. Lançado em 1992 apenas em terras nipônicas, o aparelho tinha como diferencial o modo karaokê, que permitia ouvir músicas sem o canal de voz, além de contar com entradas para dois microfones.

Fora isso, o Wondermega vinha com melhorias no som e a opção de saída S-Vídeo, o que proporciona uma melhor qualidade de imagem em comparação com a saída de vídeo composto do console tradicional. Uma segunda versão do aparelho, lançada em 1993, vinha ainda com exclusivos controles sem fio.

Dois anos depois, em 1994, a JVC lançou o Wondermega nos EUA com o nome de X'Eye. Assim como a versão japonesa, o X'Eye também vinha com um modo karaokê, mas não tinha mais a entrada de S-Video e nem a opção de usar controles sem fio. E alguns modelos do X'Eye também eram incompatíveis com o acessório 32x.

Sega Wondermega  tinha um tocador de karaokê (Foto: Reprodução/Sega Retro)Sega Wondermega  tinha um tocador de karaokê (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Sega Wondermega tinha um tocador de karaokê (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Aiwa Mega CD

Talvez a proposta mais ousada de transformar o Mega Drive e o Sega CD em um supereletrônico foi com o Aiwa Mega CD. Lembrando aqueles antigos micro-system que muita gente já teve em casa, o Aiwa Mega CD era dividido em duas partes: em cima ficava o reprodutor de fita cassete, CDs de música e rádio, e, embaixo, a parte destinada ao Mega Drive. A conexão entre elas era feita por meio de um cabo ligado na parte de trás do aparelho.

O modelo, também conhecido como CSD-G1M, foi lançado em meados de 1994 em edição limitada no Japão. Por conta disso, é um das versões mais raras das variações de Mega Drive que já existiram.

Apesar de reproduzir games do Sega CD e ser compatível com o 32x, para usar os dois acessórios em conjunto é preciso um certo malabarismo. Isso porque a posição onde se encaixa as fitas de Mega Drive não é das melhores.

Aiwa Mega CD virou item de colecionador (Foto: Reprodução/Sega Retro )Aiwa Mega CD virou item de colecionador (Foto: Reprodução/Sega Retro )

Aiwa Mega CD virou item de colecionador (Foto: Reprodução/Sega Retro )

Mega-Tech System

Quem não tinha um Mega Drive tinha a opção de jogá-lo em um arcade chamado Mega-Tech System. Lançado pela Sega em 1989, o Mega-Tech por fora era apenas um gabinete de fliperama com monitor comum. Só que, por dentro, ao invés de contar com um jogo específico, era possível escolher entre até oito games de Mega Drive.

Cada ficha dava direito a um minuto de jogatina. Então era possível continuar jogando indefinidamente, mesmo que aparecesse um Game Over na tela, desde que o jogador tivesse créditos em minutos. Um pequeno visor em cima mostrava o tempo restante para jogar.

O Mega-Tech foi lançado na Europa, no Japão, na Austrália e em alguns mercados da Ásia, e foi descontinuado após o lançamento do Mega Play, em 1991.

Mega Play

Sucessor do Mega-Tech, o Mega Play também era um arcade que rodava games de Mega Drive, com a diferença significativa de que não havia mais limite de tempo. Ao invés disso, cada ficha dava direito a uma vida para o jogador.

Para isso ser possível, os games tiveram que ser adaptados para o fliperama. Ou seja, ao invés de usar reproduções fiéis como o Mega-Tech, os jogos do Mega Play eram ports dos games de Mega Drive. Por conta disso, apenas 12 games foram lançados para ele, em comparação com os mais de 50 do Mega-Tech.

Genesis 3

Quando o Mega Drive já parecia estar no passado, a companhia Majesco colocou no mercado um novo modelo do console 16 bits da Sega. O Genesis 3 foi lançado em 1998 nos EUA e era até então a mais leve e menor versão do videogame. Vendido a US$ 49,95 (ou R$ 188), chegou a ser comercializado por meros US$ 20 (cerca de R$ 75).

Mas o preço baixo vinha com diversas contrapartidas. A mais notável era a incompatibilidade com os acessórios Sega CD, 32x e com o adaptador para jogos de Master System. Além disso, games que requerem processamento externo, como o Virtua Racing, não funcionam no aparelho. Também não rodava games como Gargoyles, por conta de um bug que havia sido corrigido.

Por questões contratuais, o Genesis 3 jamais foi comercializado fora dos EUA, embora seja possível encontrar algumas versões piratas no mercado informal. E é importante não confundi-lo com o Mega Drive 3 da TecToy: são dois modelos completamente diferentes.

Genesis 3: era barato, mas não era bom (Foto: Reprodução/Sega Retro)Genesis 3: era barato, mas não era bom (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Genesis 3: era barato, mas não era bom (Foto: Reprodução/Sega Retro)

Via Sega Retro e Blog da TecToy

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