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Por Thássius Veloso, de Nova York

O Google anunciou o lançamento do Google Pixel 3, smartphone que sucede o Google Pixel 2 e traz como principal característica o recorte na tela. Também foi apresentado o modelo com display maior, chamado de Google Pixel 3 XL e herdeiro do Google Pixel 2 XL. Com visual que foi popularizado pelo iPhone X, os celulares repetem a proposta de deixar as bordas mais finas. Mesmo assim, é notável a presença de um “queixo” na extremidade inferior da frente do aparelho. Os novos produtos devem chegar aos Estados Unidos com preço a partir de US$ 799 (cerca de R$ 3.020 em conversão direta). A ficha técnica inclui processador Snapdragon 845, o mais avançado da Qualcomm até o momento. No mesmo evento “Made by Google” foram apresentados o tablet Pixel Slate e o display inteligente Google Home Hub.

Google Pixel

Sem câmera principal dupla, o Google Pixel 3 continua apostando na inteligência artificial para tirar fotos com efeito bokeh, em que o protagonista fica em destaque e o fundo sai desfocado. As especificações citam fotos em 12,2 megapixels. A geração anterior já oferece a tecnologia, com misto de resultados positivos e negativos ao usar a ferramenta. Enquanto isso, concorrentes empregam duas câmeras para chegar ao chamado modo retrato – o Motorola One foi anunciado recentemente no Brasil com a mesma característica.

Por sua vez, a câmera frontal recebe melhorias: passa a contar com dois sensores e duas lentes (uma delas, grande angular). O sistema de dual camera frontal registra fotos em 8 megapixels.

A tecnologia Top Shot evita que fotos ruins fiquem salvas no celular. Sabe quando alguém pisca bem na hora ou faz careta? O sistema evita situações assim. Na prática, o Pixel 3 grava instantes antes e depois do clique, para oferecer mais opções ao usuário. Todas as imagens são gravadas em HDR+, com promessa de mais contraste. Enquanto isso, o Night Sight evita que registros em ambientes pouco iluminados fiquem escuros demais. Algoritmos criados pelo Google são usados para melhorar as fotografias.

Entre as novidades da linha Google Pixel 3 está o sistema Android P (9), com direito a inteligência artificial que aprende os hábitos de uso e prolonga a autonomia da bateria. Para tanto, a central de bem-estar detecta o nível de vício em aplicativos como redes sociais e navegadores, numa pegada similar à ferramenta de tempo de uso do iOS 12, lançado pela Apple.

A ficha técnica também cita memória RAM de 4 GB e armazenamento de 128 GB. Como de praxe, os celulares virão com diversos aplicativos do Google instalados de fábrica. O Google Fotos faz backup na nuvem das fotos salvas na galeria, sendo uma importante ferramenta para quem deseja desafogar a memória interna. Seus criadores oferecem armazenamento ilimitado e em alta qualidade, apesar de o serviço comprimir imagens muito pesadas.

O sistema de som ficou 40% mais alto que na geração anterior. Há três opções de cor: preto, branco e rosa.

O Google possui menos de 1% do mercado global de smartphones, com cerca de 2,53 milhões de Google Pixel 2 e Google Pixel 2 XL vendidos em um período de nove meses até 30 de junho, segundo a empresa de pesquisas de mercado Strategy Analytics. A diferença é pouca se comparado com a primeira edição, o Google Pixel, que alcançou 2,4 milhões de unidades comercializadas em 2017.

Google Pixel Slate

“Não é um laptop tentando ser um tablet”. É assim que o diretor de produto Trond Wuellner define o Google Pixel Slate, cujo formato faria dele um rival do iPad e cujo preço começa em US$ 599 nos Estados Unidos (cerca de R$ 2.240). O sistema Chrome OS foi redesenhado para uma “experiência completa de PC”, com direito a aplicativos de Linux. O launcher foi refeito e utiliza aprendizado de máquina para recomendar ações. Sua tela tem 293 pixels por polegada. O foco em consumo de conteúdo fez com que os engenheiros colocassem os alto-falantes na frente do produto.

Um teclado vendido separadamente possibilita digitar texto com mais conforto no aparelho. O preço sugerido é de US$ 199 nos EUA (R$ 750), enquanto a caneta digital sai a US$ 99 (R$ 370 pelo câmbio do dia).

Google Home Hub

Parte da categoria de tela smart, o Google Home Hub foi pensado para ficar em casa. Ele compreende o que é dito pelos usuários e apresenta respostas diretamente no display, com interface diferenciada do que é visto em produtos do Google no celular, tablet e PC. Seu preço sugerido é de US$ 149 nos Estados Unidos (cerca de R$ 560).

Tendo em vista o futuro da casa conectada, o aparelho se integra com luzes, termostato e fechaduras eletrônicas. Algumas das marcas compatíveis com a tecnologia são Philips Hue, Sony, Vizio, GE, Nest, LG e Roku.

Está sem uso? O Google Home Hub automaticamente se transforma num porta-retratos digital capaz de exibir as imagens salvas online. “Nós usamos aprendizado de máquina para mostrar as melhores fotografias”, afirma a vice-presidente de produtos Diya Jolly.

História em desenvolvimento; o texto será atualizado

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