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Por Victor de Abreu, para o TechTudo


Quake é uma das franquias de jogos de tiro mais famosas da história dos videogames. Lançado em 1996, o seu primeiro game foi um sucesso entre o público e marcou o cenário competitivo da década de 90. De lá para cá, a série da id Software teve diversas versões lançadas e os seus torneios evoluíram e passaram por muitas mudanças. Veja, a seguir, um pouco sobre a história do Quake e sua trajetória nos esports.

Quake nos anos 90 (Quake I e Quake II)

Quake I, lançado em 1996, foi o primeiro título da franquia. O game conseguiu se aproveitar bem de uma tecnologia que vinha se desenvolvendo nos anos 90: a Internet. A id Software apostou nas partidas online como diferencial do jogo, e a estratégia da desenvolvedora deu certo. O game foi bem recebido pelo público e foi sucesso de vendas.

As partidas online também facilitaram a realização de torneios. Três bons exemplos são a QuakeCon, criada em 1996 pela própria comunidade e que ocorre até os dias de hoje, a PGL (Professional Gamers League) e a CPL (Cyberathlete Professional League), ambas fundadas em 1997.

Com o sucesso do primeiro Quake, já em 1997 a id Software lançou Quake II, que seguiu a mesma linha bem-sucedida no modo multiplayer e levou jogadores para o competitivo até o final da década. Nessa época, o pro player mais famoso na categoria foi o americano Dennis "Thresh" Fong. Além de conquistar uma Ferrari em um torneio chamado Red Annihilation, em 1997, Thresh adquiriu mais de US$ 20 mil (cerca de R$80 mil) em premiações entre 1997 e 1998.

Quake nos anos 2000 (Quake III Arena e Quake 4)

O terceiro jogo da franquia, Quake III Arena, foi lançado em dezembro de 1999. Na edição, o foco do game foi totalmente para o seu modo multiplayer, visando as competições que viriam a ocorrer no começo dos anos 2000. O game teve vários torneios durante esse período e contou ainda com participações nas famosas WCG (World Cyber Games), ESWC (Electronic Sports World Cup) e DreamHack. Dentre os pro players, destaque para John "ZeRo4" Hill, que conquistou mais de US$ 160 mil (cerca de R$640 mil) em torneios do game.

Em 2005, a desenvolvedora lançou o novo game da franquia: Quake 4. Apesar da boa recepção do título, o jogo decepcionou os jogadores competitivos, que apontaram problemas na jogabilidade e acharam o modo multiplayer pouco inovador, muito parecido com o de Quake III Arena. Talvez por isso, Quake III Arena seguiu como carro-chefe da franquia em torneios até 2009, enquanto Quake 4 teve suas competições interrompidas em meados de 2007.

Quake Live (2010) e Quake Champions

Quake Live foi lançado em agosto de 2010. O game agradou muito a comunidade em geral, que viu o cenário competitivo da versão crescer e aparecer em torneios grandes, com a DreamHack, FACEIT e Intel Extreme Masters, além da própria QuakeCon. Em meados de 2015, no entanto, o game sofreu uma queda brusca de jogadores, que tinham poucas competições para participar e viram em Overwatch, sucesso da Blizzard Entertainment lançado em 2016, uma nova opção de FPS nos esports.

Com o lançamento de Quake Champions em 2017, por parte da id Software e Bethesda, a cena de Quake voltou a agitar. O momento marcou o retorno oficial de muitos jogadores veteranos para o competitivo do game e o aparecimento de novatos. O sucesso veio com o potencial apresentado nas batalhas de quartetos, duplas e os famosos duelos um contra um. Assim, com pouco mais de um ano de vida, a Quake Champions já contava com uma quantidade considerável de competições pelo mundo, acumulando quase US$ 2 milhões (cerca de R$ 8 milhões) em premiações.

O game persiste nas competições até agora. Entre os competidores atuais, o maior destaque é o jovem bielorrusso Nikita "Clawz" Marchinsky, que também teve passagem por Overwatch e adquiriu mais de US$ 200 mil (R$ 800 mil) em premiações no Quake Champions.

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