Por Bruna Telles, para o TechTudo

14/11/2018 08h00 Atualizado 2018-11-14T10:00:54.147Z


Com crescimento dos esportes eletrônicos, uma preocupação tornou-se crescente: o doping. Mesmo não exigindo muita movimentação física, como no futebol ou atletismo, os torneios de jogos eletrônicos demandam resistência, reação e pensamento rápidos dos seus atletas. Além disso, os esports promovem competições de alto nível, com premiações milionárias. Veja, a seguir, como funcionam os sistema antidoping de algumas das principais ligas e desenvolvedoras de games do mundo.

Quando o antidoping passou a ser observado nos esports

As acusações de doping começaram a assombrar os esportes eletrônicos em 2015, com o caso de Kory "Semphis" Friesen. Na época, o atleta de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) afirmou em entrevista que ele e os seus companheiros da Cloud9 usaram Adderall antes de um torneio em Katowice, na Polônia. A substância, cuja venda é proibida no Brasil, age como estimulante da atividade cerebral.

Em resposta, a ESL anunciou a instauração de um sistema antidoping em seus torneios. Determinando a aplicação de diretrizes e regras, foi iniciado o monitoramento do uso de drogas para melhoria de desempenho nos eventos da ESL. A fim de promover os esforços antidoping nos EUA, Ásia e Austrália, a organização somou forças com a Nationale Anti Doping Agentur (NADA), e a World Anti Doping Agency (WADA).

Assim, em agosto de 2015 foram feitos testes de pele nos atletas da ESL One: Cologne. O processo passou a ser usado em eventos da Intel Extreme Masters, ESL One e ESL ESEA Pro League.

O que mudou desde então

O TechTudo entrou em contato com a ESL, Blizzard e Riot Games para saber como estão o seus sistemas de combate ao doping. Em resposta, a ESL informou que não tem um guia de regras específico para o combate do doping. Entretanto, a organização integra a ESIC (Esports Integrity Coalition), coalizão que administra diversos regulamentos, como o regulamento de doping, e estabelece drogas que são proibidas entre os atletas.

Blizzard, responsável por jogos competitivos como Overwatch, Hearthstone e StarCraft, não conseguiu responder ao TechTudo até o fechamento desta matéria. Entretanto, em entrevista ao Telegraph em janeiro de 2018, o comissário da Overwatch League, Nate Nanzer, confirmou que os atletas do torneio assinaram um código de conduta que cobria temas como o uso de substâncias proibidas.

A Riot Games, responsável por League of Legends, informou ao TechTudo que "o antidoping está no radar da Riot Games e é um assunto que está sendo estudado pela empresa. Novas informações acerca do tema serão divulgadas quando uma posição for definida pela companhia" . Ainda assim, vale lembrar que a Riot aprovou um sistema de antidoping para o segundo split do CBLoL, que foi disputado este ano.

Existem ainda outras competições com iniciativas independentes. Neste caso vale destacar a eWorld Cup 2018, que contou com sistema antidoping aprovado pela FIFA. A decisão foi um marco nos 14 anos do competitivo do jogo.

Substâncias proibidas pela ESIC

Ao todo, a lista de substâncias proibidas pela ESIC inclui 14 nomes. Elas se dividem em dois casos: drogas de fato proibidas, onde o uso é permitido apenas se o atleta possuir uma Isenção para Uso Terapêutico, em acordo com o Artigo 4 da política antidoping da ESIC. São elas:

  • Sulfato de anfetamina (Evekeo
... )
  • Dextroanfetamina (Adderall, Adderall XR)
  • Dexedrine (ProCentra, Zenzedi)
  • Dexmetilfenidato (Focalin, Focalin XR)
  • Lisdexanfetamina (Vyvanse)
  • Metilfenidato (Concerta, Daytrana, Metadate CD, Metadate ER, Methylin, Methylin ER, Ritalin, Ritalin SR, Ritalin LA, Quillivant XR)
  • Modafinil e Armodafinila.

Existem ainda as drogas não-proibidas. Entretanto, apesar do seu uso ser permitido, elas são monitoradas para que não aconteça o uso abusivo. São elas:

Medicações não-estimulantes para Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA)

  • Atomoxetina (Strattera)
  • Cloridrato de Clonidina (Kapvay)
  • Guanfacina (Intuniv)

Medicações para ansiedade

  • Amitriptilina (Elavil), Desipramina (Norpramin, Pertofrane), Imipramina (Tofranil), Nortriptilina (Aventyl, Pamelor) ou outros antidepressivos tricíclicos
  • Bupropiona (Wellbutrin)
  • Escitalopram (Lexapro) e Sertralina (Zoloft)
  • Venlafaxina (Effexor)

Via ESL Gaming, DW, SporTV, ABC News, Medical News Today e telegraph



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