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Por Igor Nishikiori, para o TechTudo


A Black Friday 2018 acontece no dia 23 de novembro e muitas lojas brasileiras já estão anunciando suas ofertas. Para quem está em busca de um novo fone de ouvido, a data pode ser uma boa oportunidade de adquirir um produto em promoção. No entanto, antes de comprar, é necessário ficar de olho em algumas características dos produtos desejados.

Além do preço, também é importante saber as especificações, como bateria, faixa de frequência e conectividade do acessório. Pensando nisso, o TechTudo listou sete fatores para levar em conta na hora de escolher um fone de ouvido.

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1. Entenda os tipos diferentes de fones de ouvido

Há pelo menos três grandes categorias de fones de ouvido no mercado: os earbuds, os intra-auriculares e os supra-auriculares. Os earbuds e os intra-auriculares (ou in-ear) são parecidos; a única coisa que muda é o encaixe no ouvido: os earbuds se apoiam na parte externa da orelha, enquanto os in-ears se fixam dentro do canal auditivo. Já os supra-auriculares, também chamados de on-ear, podem ser do tipo aberto, semi aberto ou fechado.

Conhecer as peculiaridades de cada tipo de fone é importante para encontrar algum que se encaixe no seu gosto pessoal. Os earbuds, como o Apple AirPods, prezam pelo conforto e pela higiene, mas quase não isolam o som externo. Portanto, esse tipo de acessório não é indicado para ser usado em locais com muito ruído, como metrôs ou aviões.

Já os in-ears, como o urBeats 3, são ótimas opções para isolar o barulho externo e, em geral, possuem uma reprodução de som melhor, sobretudo para quem gosta de sons graves. Seu design ainda é indicado para quem pratica exercícios porque dificilmente ele sai do ouvido, mas é exatamente por conta disso que muitos consideram os intra-auriculares pouco confortáveis.

Os supra-auriculares abertos, como o Koss Porta Pro, têm a vantagem de contar com um design mais compacto, porém esses modelos não isolam o som muito bem, o que pode incomodar o usuário. Enquanto isso, os supra-auriculares fechados, como o Sennheiser Momentum, envolvem toda a orelha e têm o que se chama de cancelamento de ruído passivo, mas são maiores e menos práticos de transportar. Há ainda os fones semi-aberto, que são um híbrido entre os dois tipos.

Sabendo disso, resta definir em quais situações você pretende usar o fone. Para o dia a dia, os intra e supra-auriculares devem funcionar melhor, mas para usar em casa ou no trabalho, os modelos over-ear (fechado) tendem a ser um bom investimento. Para praticar exercícios, os in-ears sem fio são os mais indicados, uma vez que pesam menos e não correm o risco de cair.

2. Com fio ou sem fio?

Fones de ouvido Bluetooth estão cada vez mais populares no Brasil, com diversas opções de modelos e preços. Eliminar os fios é interessante pela portabilidade e ideal para certos tipos de uso, mas há alguns pontos negativos a se considerar.

Um deles é o fato de que nem todo dispositivo é compatível com a tecnologia Bluetooth. Portanto, não será possível usá-lo em tocadores de MP3 como os iPods mais antigos, por exemplo. Também há a questão da bateria, que varia bastante conforme o modelo. O JBL Free, por exemplo, tem duração de até quatro horas de reprodução contínua, enquanto no Edifier W800BT esse número pode chegar a 75 horas.

Também é preciso levar em conta que os fones sem fio em geral são mais caros que modelos similares com fio. A versão sem fio do JBL T110, o T110BT, pode ser encontrado por pelo menos R$ 132, enquanto a versão com fio está disponível por a partir de R$ 37, de acordo com o Compare TechTudo.

3. Busque informações sobre conforto e acessórios

Quando se trata de fones de ouvido, conforto é um item importante. Não adianta um fone ser de ótima qualidade se ele não encaixa na orelha ou aperta as têmporas após alguns minutos de uso. Como a anatomia de cada pessoa é diferente, a melhor alternativa é sempre que possível testar antes de comprar, sobretudo para quem possui brincos, óculos e piercings.

Outro fator a se levar em conta são os acessórios. Os in-ears costumam vir com ponteiras de borracha extras que se adaptam ao tamanho do seu canal auditivo. Pesquise para saber se é possível trocá-las por outros tipos de ponta, como os de espuma, que se encaixam melhor no ouvido.

4. Recursos extras valem a pena?

Atualmente, os fones de ouvido contam com diversos recursos interessantes. Marcas como Sony e JBL possuem tecnologias que melhoram a reprodução de graves profundos, por exemplo (Pure Bass e Extra Bass). Alguns modelos mais caros contam ainda com cancelamento de ruído ativo, uma tecnologia que emite ondas sonoras que anulam parte do barulho externo.

Quem curte games ou filmes pode também investir em um fone com som surround (5.1 ou 7.1), como o Razer Tiamat. Essa tecnologia consegue reproduzir a sensação de um Home Theater dentro de um headset graças aos diversos drivers que ficam distribuídos em cada canal do fone.

Todos esses recursos citados acima são bastante úteis, mas não custa lembrar que eles podem encarecer bastante o valor de um acessório. Portanto, vale pesquisar antes para saber se eles realmente serão essenciais para seu tipo de uso.

5. Saiba mais sobre as especificações técnicas

Nas características de um fone de ouvido, é comum ver valores ligados à resposta de frequência, driver, impedância e sensibilidade. É importante entender melhor o que significa cada um deles para comparar os modelos antes de fechar a compra.

A resposta de frequência mostra os limites alcançados pelo fone de ouvido nos graves (mínima) e nos agudos (máxima). A maioria dos fones consegue reproduzir bem entre 20 Hz a 20 kHz, considerada a faixa normal de audição humana. Mas alguns modelos possuem maior ênfase nos graves, chegando a atingir valores menores do que 20 Hz, como é o caso do Sony WH-CH700N.

Os drivers são os “alto-falantes” do fone: são eles que transformam os impulsos elétricos em ondas sonoras. A regra geral é que quanto maior o driver, melhor sua capacidade de reprodução – embora isso não necessariamente defina a qualidade de som. Os drivers podem ser do tipo dinâmico (mais comuns), de armadura balanceada, eletrostático e planar-magnético (disponível em headphones mais caros).

Já impedância e sensibilidade indicam se um fone de ouvido consegue atingir volumes mais altos. Quanto maior a impedância, definida em ohms, mais difícil é para o dispositivo de som “empurrar” os sinais elétricos para os drivers. A maioria dos acessórios possui impedância menor do que 32 ohms.

A sensibilidade, por sua vez, define o quão alto um som pode ser reproduzido de acordo com o volume fornecido pela fonte de áudio. Ele é medido em db SPL/mW e seu valor varia entre 80 a 125 dB SPL/mW. Quanto mais sensível é um fone de ouvido, melhor é seu desempenho em volumes elevados. Por outro lado, dispositivos muito sensíveis costumam ter menor durabilidade.

6. Cuidado com réplicas

Modelos badalados, de marcas como Beats e Bose, são alvos costumeiros de pirataria. Dentre as desvantagens de comprar um fone falso estão qualidade de som inferior, durabilidade incerta, falta de garantia e até construção frágil, o que pode causar desconforto – sobretudo no caso dos supra-auriculares.

Para evitar passar por isso, desconfie sempre de preços muito abaixo do mercado e evite comprar em lojas pouco confiáveis. Outro detalhe importante é verificar a caixa do produto, que costuma denunciar se o mesmo é uma réplica.

7. Nunca deixe de pesquisar

Sites como o Compare TechTudo são ótimas fontes para pesquisar boas ofertas. O buscador conta com os preços de diversas lojas do e-commerce brasileiro, além de apresentar interface com filtros para ajudar a encontrar um produto que se encaixe na sua preferência.

O comparador conta ainda com o histórico de preços de cada produto, o que pode facilitar na hora de identificar se a oferta disponível é realmente verdadeira.

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