Por Victor de Abreu, para o TechTudo

28/11/2018 07h00 Atualizado 2018-11-28T09:00:59.463Z


Gaming house e gaming office são termos comuns nos esportes eletrônicos. Organizações de jogos competitivos como Counter-Strike:Global Offensive (CS:GO) e League of Legends (LoL) costumam oferecer aos seus jogadores um local para treinar e pensar estratégias. Porém, esse trabalho de equipe pode ser feito em uma gaming house ou em uma gaming office. Além das diferenças, cada estrutura oferece vantagens e desvantagens. Entenda, a seguir, as duas estruturas de treinamento e seus principais prós e contras para as equipe e pro players.

Gaming House

Gaming houses são casas onde os jogadores de um time de esports moram e treinam. A proposta de morar no local onde são feitos os treinamentos da equipe surgiu com dois jogadores sul-coreanos de Starcraft, Lim "BoxeR" Yo Hwan e Hong "YellOw" Jin Ho, no início dos anos 2000. A ideia logo foi adotada por outras equipes da Coreia do Sul e do resto do mundo, que viram na comodidade das gaming houses uma oportunidade para evoluir seus jogadores e a integração do time mais depressa.

O formato é usado até hoje por diversas equipes. Um bom exemplo brasileiro atual é o da KaBuM! e-Sports, equipe que dominou o cenário nacional de League of Legends (LoL) em 2018 ao vencer os dois splits do CBLoL. Outro caso é o do time da Immortals de Rainbow Six: Siege.

As gaming houses poderiam ser a solução perfeita para toda equipe de esports, já que proporcionam comodidade aos jogadores, estrutura, treinos sem interrupções e economizam o tempo da viagem de casa ao trabalho. Porém, essa estrutura também tem desvantagens. Uma delas é a dificuldade de separar o tempo de lazer e o de trabalho. Outro fator negativo é que, quando diversas pessoas moram juntas, desavenças são mais propícias e recorrentes, o que pode culminar em uma queda de rendimento em competições e até na saída de algum atleta.

O time de CS:GO da SK Gaming, que contava com Gabriel “FalleN” Toledo e Marcelo "coldzera" David em sua line up, também tinha sua própria gaming house. Com ida da line up para MIBR, no entanto, os atletas passaram a trabalhar no esquema de gaming office, sistema que será explicado a seguir.

Gaming Office

O modelo de gaming office surgiu como alternativa para as gaming house. Basicamente, trata-se de um local normal de trabalho, onde os jogadores têm horário para chegar e horário para sair, como acontece em um emprego convencional. Em certas organizações, os jogadores também podem optar por morar na casa, mas apenas se o pro player em questão tiver essa necessidade.

O foco no lado profissional é uma das principais propostas das gaming offices. A estrutura pode ser comparada às encontradas nos times de futebol, por exemplo, quando os jogadores vão para o local treinar em um determinado horário e voltam para suas casas ao término desse período.

Esse formato de treinamento é mais recente nos esports. No Brasil, o Flamengo eSports trabalha com esse sistema com o seu time de LoL. Aparentemente, o formato de treino deu certo, já que a equipe foi lançada no fim da 2017, estreeou no competitivo em 2018 e já terminou o ano como vice-campeã do CBLoL.

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A principal desvantagem das gaming houses é exatamente a falta de suporte para moradia dos jogadores. Nos esports, é muito comum ver atletas de um país se mudando para outra região do mundo para competir. Nestes casos, a estrutura oferecida pelas gaming houses são facilitadoras. Com as gaming office, no entanto, o próprio atleta precisa providenciar a sua mudança e bancar a sua nova casa. Também não há garantias de que todos os jogadores terão moradias próximas da Gaming Office, caso a org não ofereça estrutura para eles permanecerem no local após o período de trabalho.

Via Bequipe



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