Por Filipe Garrett, para o TechTudo

07/03/2019 07h00 Atualizado 2019-03-07T10:00:55.106Z


Os Galaxy Buds são os novos fones de ouvido sem fio da Samsung, lançados com os celulares da linha Galaxy S10 no último dia 20. O acessório oferece suporte a comandos de voz em dispositivos com a assistente Bixby, garante bateria para seis horas de música e chega com som calibrado pela AKG.

Ainda sem data de lançamento e preços confirmados para o Brasil, o fone da Samsung tem como grande rival o AirPods, fones de ouvido sem fio com design minimalista da Apple. A seguir, conheça as fichas técnicas dos produtos em detalhes e veja se vale a pena pagar, pelo menos, R$ 1.000 no modelo da Apple ou se é melhor esperar os Galaxy Buds.

Quer comprar um fone de ouvido barato? Encontre os melhores preços no Compare TechTudo

Design

Tanto o AirPods como o Galaxy Buds apostam em design minimalista e discreto, embora o acessório da Apple tenha um formato diferente, com apêndice mais longo. Nesse ponto, é interessante observar que os AirPods não contam com alternativas de ponteiras: ou o formato encaixa bem na orelha do usuário, ou ele vai se sentir desconfortável, correndo o risco de derrubar o dispositivo constantemente.

A Samsung apostou em outro caminho e oferece os Buds com um conjunto de ponteiras alternativas. Assim, você pode testar para encontrar o melhor encaixe e isolamento acústico possível. Com relação às cores, o AirPods é oferecido apenas na versão branca, enquanto os fones da Samsung têm opções em branco, preto e amarelo. Também há diferenças no peso, já que o AirPods tem 4 gramas e o Galaxy Buds, 5,6 gramas.

Qualidade de som

A comparação aqui fica um pouco difícil porque os detalhes técnicos a respeito das especificações de som dos Galaxy Buds são restritos: a Samsung se limita a dizer que a performance de áudio dos fones foi trabalhada em conjunto com a AKG, marca que faz parte da Harman, por sua vez controlada pela Samsung. A AKG faz equipamentos de áudio de todos os tipos – desde fones mais baratos a produtos direcionados a audiófilos – e deve contribuir para fones de alta qualidade de som.

Do outro lado, a Apple vai pelo mesmo caminho e não expõe em profundidade as especificações técnicas dos fones sem fio. O que se sabe é que os AirPods trabalham com o codec de áudio AAC – também suportado nos Galaxy Buds – e que permite amostras de som de alta fidelidade em arquivos de tamanhos menores, algo essencial para a transmissão de dados via conexão sem fio, como é o caso dos dois dispositivos.

Durante nossos testes com os AirPods, foi possível perceber que o produto oferece qualidade de som em linha com o que a Apple sempre trouxe em seus fones com fio: o áudio é claro e de qualidade, mas falta a batida mais encorpada dos graves reforçados.

Recursos extras

Os dois fones de ouvido foram pensados para os ecossistemas das duas marcas: isso significa, por exemplo, que o uso deles com celulares de Samsung e Apple permite que você chame as assistentes pessoais Bixby e Siri com comandos de voz (ainda que, vale lembrar, a Bixby ainda não tenha aprendido a falar português).

Para quem não liga muito para comandos de voz, há a alternativa de interagir com o smartphone por meio de toques no fone. Tanto no AirPod como no Galaxy Buds há como pausar, avançar ou retroceder a reprodução de músicas por meio dessa forma de interação.

Esses recursos não significam que esses fones não vão funcionar com aparelhos de outras mar

... cas, computadores e etc. Apenas que cada produto é melhor integrado com outros produtos de Apple e Samsung e que alguns recursos podem deixar de funcionar, se você usar o fone com gadgets de outros fabricantes.

Os dois fones usam tecnologia Bluetooth (quinta geração da tecnologia vale apenas para os Galaxy Buds) para se comunicar e transmitem, além de música, a sua voz por meio da captura de um microfone. Isso torna possível atender a chamadas telefônicas usando os fones das duas marcas sem sequer a necessidade de sacar o telefone do bolso.

Bateria

Autonomia é um ponto fraco de fones sem fio e aqui a disputa fica interessante porque, considerando a carga do estojo, a vantagem fica em favor do AirPod.

A caixinha dos fones da Apple – que se comporta como um carregador sem fio para o AirPod – garante 24 horas de duração da bateria. Do lado da Samsung, o estojo se encarrega de suprir energia por mais sete horas. O estojo dos Buds usa conexão USB-C, além de poder ser recarregado sem fio. O estojo da Apple é alimentado via porta Lightning.

Mas a conta de autonomia que importa mais é aquela que indica quanto tempo você pode usar o fone antes de recarregar, e aí é a Samsung quem recupera terreno. Os Galaxy Buds podem aguentar até seis horas, enquanto que o fone da Apple fica sem energia depois de cinco.

Um detalhe interessante é que, se você usar o Galaxy Buds com um Galaxy S10, torna-se possível recarregar os fones com a bateria do celular.

Preço e disponibilidade

Deixando para lá a realidade de que cada fone encaixa melhor num ecossistema – o que pode tornar a discussão de preço menos importante para quem usa Galaxys ou para quem prefere iPhones – não há dúvida de que a Samsung pretende roubar o espaço da Apple no custo.

A marca sul-coreana ainda não revelou os preços e data de lançamento dos Galaxy Buds no Brasil, mas lá fora os fones chegam por US$ 129 (cerca de R$ 480, numa conversão direta sem considerar impostos). Preço mais baixo que os US$ 159 (R$ 595) da Apple nos AirPods.

No Brasil, a tendência é que o valor dos Galaxy Buds suba, mas há espaço para que a Samsung encaixe o produto num patamar mais baixo do que os fones sem fio da Apple, vendidos por aqui a R$ 1.499 na loja oficial da marca (R$ 1.045 no varejo eletrônico, segundo buscas no Compare TechTudo).

Para uma comparação, os Free X da JBL oferecem basicamente as mesmas características, tem som de boa qualidade, e ficam nos R$ 759 no mercado nacional.

Qual é o melhor fone de ouvido por até R$ 100? Comente no Fórum do TechTudo



>>> Veja o artigo completo no TechTudo

Sobre Gerência Imóveis

Única plataforma que conecta o proprietário à imobiliária e/ou corretor de imóveis com o foco em potencializar as vendas e torná-las mais seguras maximizando o tempo do corretor.