Por Rodrigo Roddick, para o TechTudo

09/05/2019 06h30 Atualizado 2019-05-09T09:30:52.469Z

Usuários de telefonia nos anos 2000 devem se lembrar de como os celulares eram bem diferentes do que temos atualmente. Naqueles tempos nem sonhávamos com as tecnologias de hoje, pois a realidade era feita de aparelhos com telas monocromáticas, toques polifônicos e bate-papo por SMS, entre outras características que deixam saudade.

Quem viveu a evolução do mercado mobile percebe como foi rápida a transição dos tijolões para os atuais smartphones touchscreen. Alguns usuários se recordam com nostalgia desse período de efervescência telefônica. Por isso, listamos dez situações que apenas quem teve celular no início dos anos 2000 vai se lembrar.

1. Tela monocromática

Os primeiros celulares ainda vinham com tela monocromática, ou seja, apresentavam display em preto e branco. Alguns modelos tentavam passar a sensação de cor mudando a luz de fundo p laranja, branco, verde e azul.

Apesar do primeiro celular de tela colorida ter sido o Siemens S10 em 1998, os usuários continuaram a utilizar aparelhos mais simples porque a inovação ainda engatinhava e exibia apenas quatro cores (vermelho, branco, azul e verde).

A partir de 2001, quando os telefones evoluíram para 256 cores, foi que a preferência por telas coloridas ganhou o gosto popular, mas ainda perdia mercado para as telas monocromáticas em razão do preço.

2. Snake, o jogo da cobrinha

Um jogo icô daquele tempo foi o famoso Snake, conhecido como jogo da cobrinha. O primeiro a vir com ele foi o Nokia 5120, mas o jogo só se popularizou com a chegada do Nokia 3310, que é conhecido até hoje pela sua resistência a quedas. O telefone revolucionou o design do game pelos gráficos mais ricos – no caso, conferindo cabeça e cauda estilizada ao animal.

O jogo da cobrinha se tornou fenômeno mundial. Os jogadores gostavam de passar o tempo ocioso (como ônibus, filas e salas de espera) tentando alcançar a maior pontuação. Quem já aproveitou Snake se lembra que para ganhar pontos era necessária uma excelente habilidade em “comer” os pontinhos pretos que faziam a cobra crescer gradativamente.

3. Teclado numérico

A maioria dos telefones antigos não possuía teclas alfabéticas. Até mesmo os modelos mais modernos apresentavam teclado numérico em que cada número correspondia a um grupamento de letras. O usuário tinha que apertar a mesma tecla várias vezes para chegar ao algarismo pretendido, incluindo caracteres especiais como tralha, exclamação e asterisco.

Anotar o nome do contato na agenda ou digitar qualquer texto era uma tarefa complicada, mas a dificuldade era muito maior ao escrever mensagem SMS. Quem nunca passou pela tarefa árdua de digitar um torpedo urgente naquele teclado?

4. Bate-papo por SMS

Os consumidores que tiveram o Siemens A40, apelidado de Oi Xuxa por apresentar personalização da rainha dos baixinhos, lembram das famosas salas de bate-papo por meio de SMS. Era interessante como a interação entre os usuários já começava a fluir mesmo antes da febre de redes sociais.

O usuário precisava mandar uma mensagem com o código da sala em que pretendia ingressar. Feito isso, ele começava a receber mensagens de todos os usuários daquele ambiente. Todos os torpedos eram tarifados, fazendo com que os consumidores adotassem cautela em relação ao que tinham a dizer. Os tempos eram outros e não existiam as ofertas

... de SMS ilimitado vistas hoje em planos pré, pós e controle. As salas de bate-papo tinham temas como cultura a esporte.

5. Toques polifônicos

A evolução dos toques monofônicos, os famosos ringtones, se deu por meio dos tons polifônicos, um fenômeno muito rápido por incorporar vários sons diferentes que simulavam uma canção popular da época. Em geral, os toques polifônicos duravam alguns segundos, mas já era o suficiente para enfeitar os alarmes do celular e personalizar as chamadas. Era possível dedicar canções especiais para os contatos mais queridos.

Clientes podiam comprar os toques pela internet do próprio celular, compartilhar com os amigos via transmissão por infravermelho ou Bluetooth, ou transferir a partir de um PC.

Comerciais na TV divulgavam novos toques polifônicos. Os usuário podia enviar uma mensagem SMS tarifada para o número que aparecia na tela para receber o link de download do toque.

6. Infravermelho

Durante algum tempo só foi possível passar fotos e músicas para o celular por meio de cabo conectado ao computador. Isso mudou com a chegada da tecnologia de infravermelho.

A inovação começou a aparecer no formato de uma pequena barra escura nas laterais dos telefones. Ela permitia que os usuários compartilhassem os arquivos com outros dispositivos – era possível passar até jogos.

A função tinha suas desvantagens, como a necessidade de os dois telefones estarem muito próximos para que a transmissão acontecesse. Também era um recurso muito lento, ainda mais considerando-se o uso para músicas e jogos.

As limitações foram superadas com a chegada do Bluetooth, que permitia distância maior entre os dispositivos. Seu alcance inspirou as fabricantes em produzir fones e outros periféricos com esta conexão sem fio.

7. Tijolão

Os aparelhos começaram a diminuir de tamanho quando surgiram as características de flip (telefone dobrável) e slider (telefone deslizante). Foi desta forma que a indústria começou a aposentar os famosos tijolões.

8. Carcaças removíveis

Quem não se recorda das famosas carcaças de celulares? As capinhas não eram como a gente conhece hoje: elas constituíam toda a carcaça do telefone e podiam ser removidas com facilidade. O usuário tinha a opção de personalizar o aparelho a seu gosto e trocar as capas dependendo da sua vontade. Também existia a possibilidade de substituir a bateria do aparelho, algo incomum nos dias de hoje.

Os telefones que se destacaram nessa categoria foram o Nokia 3310 e o Siemens A50. Era febre aparecer nos eventos com um desses dois telefones com as capas personalizadas.

9. Terminar chamadas com o flip

Superando o Motorola StarTAC, que havia revolucionado o design dos telefones ao apresentar carcaça em concha, o Motorola RAZR V3 conquistou o coração dos usuários. Ele teve o conceito baseado no celular mencionado, mas foi adaptado para uma realidade em que a tecnologia ascendia e em que os consumidores necessitavam de algo mais sofisticado.

O V3 se tornou febre não apenas por possuir carcaça em metal e teclado de aço escovado, mas pelo seu design em flip. No mercado mobile, os usuários consideravam elegante encerrar as chamas ao fechar o flip, assim como abri-lo para discar um número. O V3 atendia a essa demanda com folga, pois seu design foi todo elaborado para ser elegante e sofisticado.

10. Slider

Até 2006, todo mundo queria um telefone de flip. Foi quando chegou ao mercado o famoso LG Chocolate com o inovador formato slider. Dessa vez, em vez dos usuários desdobrarem o telefone para acessar as teclas, eles só precisavam dar um singelo empurrão com os dedos para que a tela revelasse o teclado. Este movimento ficou conhecido como slide.

O deslizamento do telefone provocava uma atmosfera tecnológica que agradava os mais jovens, além de parecer um pouco mais descolado que os modelos flip. Com o tempo vieram aparelhos sliders mais avançados. Muitas pessoas optaram pela inovação, mas as mais tradicionais continuaram a utilizar os celulares abre-e-fecha. Após o fenômeno, as fabricantes passaram a inovar com modelos com flips giratórios e invertidos.



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