Por Thomas Schulze, para o TechTudo

12/05/2019 06h45 Atualizado 2019-05-12T09:45:52.357Z


Rage 2 é o novo jogo de tiro em primeira pessoa da Bethesda para PlayStation 4, Xbox One e PC. Com lançamento marcado para 14 de maio de 2019, o título foi desenvolvido pela Avalanche Studios em parceria com a id Software e promete muita ação e adrenalina! Repleto de armas e veículos em um mundo pós-apocalíptico, o título vai aprimorar todas as mecânicas do Rage original, além de apresentar recursos e habilidades inéditas. Saiba tudo sobre o game em nossa prévia completa:

Uma sequência de respeito

O primeiro Rage fez sucesso graças às suas ótimas mecânicas de ação frenética, nos mesmos moldes que consagraram o estúdio id Software, a casa de Doom e Wolfenstein, ao longo dos anos. Por sinal, muito do DNA do título original está presente na nova aventura. Ao menos é o que garante Tim Willits, diretor da id Software e veterano da indústria, envolvido em títulos de peso como Quake e Doom 3. Tim conversou com exclusividade com o TechTudo e revelou várias novidades sobre Rage 2.

Em Rage 2, novos e antigos personagens se encontrarão durante a campanha. “Os jogadores poderão ver como eles mudaram entre os dois games”, explicou Tim. “Rage 2 se passa no mesmo mundo de Rage 1, só que 30 anos depois. A jogabilidade de tiro está ainda melhor desta vez, com armas mais diversas e velozes. Enquanto no primeiro Rage os Nanotrite eram usados para se curar em combate, em Rage 2 eles ajudam a criar novas habilidades incríveis para destruir os inimigos. Rage 2 pega muito emprestado do original, e melhora tudo de muitas formas”.

A história

Em Rage 2, a ação é muito mais importante do que a trama, mas nem por isso ela é deixada de lado. No game, o jogador assume o controle de Walker, o último dos Ranger das Wasteland, que precisa sobreviver em uma Terra completamente devastado e hostil, já que a humanidade ficou à beira da extinção após a queda de um meteoro. Ele extinguiu 80% das formas de vida do planeta, e os poucos sobreviventes estão quase todos loucos e agressivos, agrupados em gangues e tribos.

Entre eles, a Autoridade é a maior força, e usa seu pulso firme para tentar dominar os sobreviventes, matando tudo e todos em seu caminho para alcançar a hegemonia. Tanto Walker como a Autoridade estão em busca da Nano Tecnologia, mas Walker pretende usá-la em prol da justiça e libertação dos oprimidos. Ao longo da campanha, rios de sangue serão derramados até que um dos lados saia vencedor do conflito, mas você não precisa se preocupar se não tiver jogado o original, pois a trama de Rage 2 é auto-contida e compreensível até para novatos.

Similaridades com Mad Max?

Embora tenha passado batido por muitos jogadores, o jogo oficial do Mad Max lançado pela Avalanche Studios foi um dos jogos mais legais da atual geração de consoles, unindo bem a estética pós-apocalíptica dos filmes de George Miller com ação em bom fluxo ao estilo dos jogos Batman Arkham. Já que Mad Max e Rage 2 foram desenvolvidos pelo mesmo estúdio, e compartilham estética similar, as comparações entre os dois jogos eram inevitáveis.

“Mad Max foi um jogo muito bom, mas Rage 2 é muito diferente dele. Acreditamos que Rage 2 é algo muito especial e único.”, esclarece Tim. “Temos armas e habilidades de combate exageradas, o que o torna muito diferente de qualquer outro jogo pós-apocalíptico.” Basta dar uma olhada nas fotos e trailers do jogo para notar que suas cores são abundantes, com uma direção de arte vibrante capaz de garantir que cada área, personagem e veículo transborde carisma e identidade própria. Realmente, não há nada no mercado parecid

... o com Rage 2!

Liberdade em primeiro lugar

Em Rage 2, a liberdade não se limita ao uso das armas e dezenas de formas diferentes de matar os inimigos. A nova empreitada da Bethesda é situada em um mundo sandbox e, como tal, o jogador pode abordar os desafios e cenários na ordem em que bem entender, conhecendo personagens e aceitando missões na medida em que explora a gigantesca Wasteland.

O mundo é aberto bem cedo na campanha, logo após o breve tutorial inicial, e então o protagonista, que pode ser um homem ou mulher, de acordo com sua escolha, pode andar até quase todos os pontos do mapa. As áreas são conectadas de forma fluída e natural, o que ajuda a dar coesão aos níveis, além de tornar toda a jornada mais imersiva no processo.

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Evolução por missões

O protagonista começa a jornada com poderes e habilidades limitadas, mas a progressão natural pela campanha e pelas centenas de quests paralelas disponíveis garantem acessos a aprimoramentos em sua árvore de melhorias, que ficam divididas entre três classes diferentes: combate, engenharia e as já citadas nanotrites.

Assim, a liberdade do jogador se expande ao tipo de herói que pretende criar: com foco maior na criação de itens, manejo das armas ou super poderes. Estes últimos mudam totalmente o ritmo do gameplay, com direito a golpes especiais e movimentação sobre-humana, indo além do pulo duplo e esquivas, com direito a socos aéreos e muito mais. Para facilitar a navegação pelo mapa, também é possível fazer uso do fast travel, chegando a pontos já visitados sem esforço.

Como funciona o online?

Hoje em dia, todo jogo Triple A já chega ao mercado imerso em expectativas sobre seus recursos online, seja através da infames microtransações que dão vantagem aos jogadores que gastam mais dinheiro, ou pela exigência de conexão constante. Fãs mais puristas gostarão de saber que Rage 2 é uma experiência single player de raiz, com foco no tiroteio solitário.

Segundo Tim, “os jogadores não precisam ter uma conexão constante online para poder jogar Rage 2. Mas, se você estiver conectado à internet, poderá participar de eventos de comunidade, além de receber patches e downloads. Só que eles não são requisitos obrigatórios para jogar de forma alguma.” Em Rage 2 vence quem joga melhor, não quem paga mais.

Assumindo o volante

Um dos maiores atrativos de Rage 2 é sua fartura de veículos, que garantem uma grata e necessária variedade ao gameplay. Por mais que pareça divertido explorar os diferentes biomas do game a pé, seu vasto mapa consumiria horas de andança para ser desbravado sem carros. Felizmente, cada automotor que passa por seu caminho pode ser pilotado.

Mais do que isso, os carros são utilizados como verdadeiras armas, no mesmo estilo do que foi feito pela Avalanche em Mad Max. Ao embarcar em carros, a visão muda para a terceira pessoa a fim de ajudar a promover o caos pelos mapas, parecido com o que foi visto em Just Cause 3, outro grande sucesso do estúdio. Inclusive, foi o trabalho feito em Just Cause 3 que persuadiu a id Software a escolher a Avalanche para co-desenvolver Rage 2!

Primor gráfico

Pelas imagens, trailers, vídeos de gameplay e testes que fizemos do game, Rage 2 promete ser um dos jogos mais bonitos da geração, especialmente pela variedade de cenários e da direção de arte. Entre as áreas já divulgadas, vimos favelas e lixões vibrando com cores, áridos desertos, bares decrépitos e até áreas com mais vegetação. Mesmice e repetição de cenários não parece mesmo ser um problema.

Em comum, todas as áreas apresentam batalhas tanto horizontais como verticais, que favorecem a criatividade do jogador na hora de abordar os inimigos e até mesmo construir combos com seus poderes. “Eu posso honestamente dizer que esse é um dos meus jogos favoritos em 25 anos de trabalho!” Celebra Tim. “Mais do que um jogo do tipo correr e atirar, Rage 2 é tão exagerado que cria uma espécie de ‘shooterverso’.”

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