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Já é comum encontrar um "pau de selfie" em cenários típicos de belas fotos, como viagens e passeios ao ar livre, e todos já sabem como usá-lo. Mas como será que surgiu o acessório do momento e qual foi o seu primeiro modelo? Descubra na matéria abaixo:

Veja como usar 'pau de selfie', o suporte monopod para smartphones

De acordo com uma publicação da New York Magazine, o inventor canadense Wayne Fromm está tentando combater as diversas “imitações” de sua patente. A US 7.684.694, que descreve um “aparato para apoiar uma câmera e o método para utilizá-lo”, foi solicitada em 2006 e concedida em 2010. O aparato em questão é o Quik Pod.

Ilustração que acompanha a patente de Wayne Fromm (Foto: Divulgação/Google Patents)Ilustração que acompanha a patente de Wayne Fromm (Foto: Divulgação/Google Patents)

Fromm encontra uma certa resistência e dificuldade nos processos, especialmente porque não se pode patentear uma ideia genérica. Outros aparelhos, supostamente “imitações” baseados em um mesmo conceito geral, não podem ser acusados de infringirem uma patente específica.

Apesar das alegações do canadense, o conceito do aparelho surgiu muitos anos antes. Ele já foi até mesmo parar em um livro com as 101 invenções japonesas mais inúteis. Muito antes dos smartphones e suas câmeras existirem e se tornarem populares, o primeiro “pau de selfie” teria sido inventado pelo japonês Hiroshi Ueda, ainda na década de 1980.

O ideia do aparato surgiu quando Ueda, então engenheiro de desenvolvimento da Minolta, foi para o exterior com a mulher e encontrou dificuldades para fotografá-los juntos em uma mesma foto. Logo depois, ele criou o “braço extensível”, que usa um parafuso de tripé e foi projetado para ser usado com uma nova e compacta câmera.

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Ainda, o engenheiro acrescentou um espelho na parte da frente da câmera para que as pessoas pudessem ver o que estavam fotografando. “A filosofia por trás dele era que eu não tinha necessidade de depender de ninguém para tirar uma foto – eu poderia tirar uma foto de mim mesma quando e onde eu gostava”, diz Ueda.

Ilustrações da patente de Hiroshi Ueda (Foto: Divulgação/Google Patents)Ilustrações da patente de Hiroshi Ueda (Foto: Divulgação/Google Patents)

O engenheiro solicitou uma patente para a invenção em 1983, e ela foi publicada pelo escritório de patentes dos Estados Unidos em 1985. O documento foi intitulado com a seguinte descrição para o modelo: “Extensor telescópio para apoiar câmera compacta”. O aparato encontrou certa resistência, já que a ideia de tirar uma foto de si mesmo era algo muito novo.

Ainda assim, a Minolta lançou o aparato por considerar a ideia fantástica. Porém, para o desapontamento de Ueda e do restante do time de desenvolvedores da fabricante, o primeiro “pau de selfie” não fez sucesso, por exemplo, porque a qualidade da imagem era ruim.

Ueda e sua família em foto feita com o aparato (Foto: Reprodução/BBC)Ueda e sua família em foto feita com o aparato (Foto: Reprodução/BBC)

Para Ueda, sua invenção chegou ao mercado “cedo demais”. A ideia de ter o fotógrafo na foto já é antiga, e o temporisador das câmeras está aí para comprovar. Porém, apenas nos últimos anos as câmeras se tornaram pequenas e leves o suficientes para que fossem sustentadas por um bastão.

Apesar das questões práticas e avanços tecnológicos que permitiram com que o “pau de selfie” tivesse sucesso, o canadense Wayne Fromm acredita que isso tenha acontecido por conta do seu trabalho. Ele ainda afirma que não tinha conhecimento sobre o modelo de Ueda quando desenvolveu o seu próprio.

Wayne Fromm e sua invenção (Foto: Divulgação/Quik Pod)Wayne Fromm e sua invenção (Foto: Divulgação/Quik Pod)

Fromm diz que classifica o aparato de Ueda como uma arte primária. O canadense passou a última década divulgando intensamente seu produto, e, sobre o sucesso, afirma que ”Isso aconteceu por causa do meu trabalho (…) Há muitas imitações que realmente têm a foto de minha filha na embalagem. As fábricas têm estudado o meu produto todos estes anos”.

Atualmente os “paus de selfie” se tornaram tão comuns que passaram a ser proibidos em alguns lugares. Diversos museus, estádios, festivais e até mesmo a próxima conferência da Apple, já baniram o acessório.

Via Peta Pixel, New York MagazineBBC, The Guardian e Google Patents

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