A Polícia Civil do Amapá identificou e autuou, na última sexta-feira (7), um motorista de aplicativo pelo crime de injúria. Por mensagens no WhatsApp, o homem de 29 anos xingou uma passageira que ofereceu R$ 4 reais por uma corrida no centro de Macapá pelo app inDriver. Além de palavrões, o motorista disse à vítima que ela queria um marido que a espancasse. As informações são de uma reportagem do site Uol Tilt publicada nesta segunda-feira (10).

O caso ocorreu em dezembro de 2019, após o condutor ficar insatisfeito com a proposta recebida. O inDriver, aplicativo usado na ocasião, permite que o passageiro sugira um valor para a corrida. O motorista pode aceitar, rejeitar ou fazer uma contraproposta. O TechTudo entrou em contato com a assessoria do inDriver para obter um posicionamento, mas ainda não teve retorno.

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A identidade do autuado não foi divulgada pela polícia. No entanto, segundo o delegado da 6ª Delegacia de Polícia Civil Leandro Leite o motorista assumiu a autoria do crime. O caso ficou configurado como injúria porque os xingamentos se deram entre o criminoso e a vítima, uma professora de informática de 37 anos. Não havia presença de terceiros, fator que poderia caracterizar difamação.

Em depoimento, o motorista alegou que ofendeu a cliente porque era pressionado para chegar ao local. Se condenado, poderá pegar pena de um a seis meses de detenção, além do pagamento de multa e cumprimento de medidas alternativas. O homem e a vítima aguardam audiência na Justiça.

Entenda o caso

Conforme a vítima relatou ao Uol, a corrida compreendia o trecho entre uma agência bancária na Avenida Cândido Mendes até a Secretaria de Estado da Educação (Seed), localizada na Avenida FAB, centro da capital amapaense. O trajeto totalizava pouco mais de um quilômetro, e o valor ofertado era o sugerido pelo próprio app de transportes.

O motorista aceitou a corrida. Ainda segundo a vítima, ela esperou pelo condutor no ponto de partida por 20 minutos, quando decidiu ligar para saber o motivo da demora. A professora, que preferiu preservar a identidade, disse ter recebido as mensagens ofensivas após o término da chamada.

"Depois da ligação, quando eu pego o telefone, vejo as mensagens dele me xingando no WhatsApp. Eu fiquei assustada com os xingamentos e não fiz mais a corrida. Chamei outro motorista e não tive problemas. Logo após meus compromissos no destino onde eu pretendia ir, levei o nome e o número de telefone dele na delegacia", contou a vítima ao Uol.

Nos diálogos, o homem diz que decidiu aceitar a corrida para "falar umas verdades" à passageira. Além disso, ele não demonstra medo quando a cliente ameaça denunciá-lo à polícia. Ao Uol, o condutor admitiu que "extrapolou" e disse se arrepender da conduta.

"Estava finalizando uma

... corrida de outro aplicativo. Nisso, ela me ligou duas vezes. A passageira que estava comigo na outra corrida me deu uma nota de valor alto e precisei correr atrás de troco, o que causou a demora. Essa professora continuou me ligando e mandei no WhatsApp logo umas verdades. Eu extrapolei, mas estava estressado e com a cabeça quente. Cheguei até a pedir desculpa", afirmou.

Via Uol Tilt

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