As impressoras a laser utilizam uma tecnologia diferente para imprimir imagens no papel. Ao invés dos famosos cartuchos de tinta, utilizados nas impressoras jato de tinta (daí o seu nome), elas usam o toner, que possui uma tinta especial em pó. Neste artigo o TechTudo vai explicar todo o funcionamento por trás destes toner e, consequentemente, das impressoras a laser.

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Mate, da Samsung, é um exemplo de impressora a laser (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) (Foto: Mate, da Samsung, é um exemplo de impressora a laser (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo))Toners são usados em impressoras a laser (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo)

Impressoras a laser contam com um processador e memória RAM. Quando você manda uma imagem ou texto para impressão, esse arquivo é carregado na memória RAM e então enviado para o processador, que analisa a imagem e define as partes que precisam de cor e as que podem ficar em branco. Os processadores da maioria das impressoras a laser possuem uma frequência de 200 a 300 MHz, bem acima dos chips usados nas impressoras jato de tinta. Isso é necessário devido ao grande número de cálculos que ele precisa realizar.

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Estas impressoras tem ainda um componente chamado cilindro fotorreceptor, que pode ser carregado com energia eletrostática. Um outro componente, chamado de fio de corona, carrega todo o cilindro com carga positiva. Então o canhão de laser da impressora, usando as informações do processador, passa a descarregar determinadas partes do cilindro fotorreceptor, usando carga negativa. Assim, o cilindro fica dividido em cargas negativas e positivas, formando uma imagem com energia eletrostática.

Modelo de toner de impressora a laser (Foto: Divulgação/HP)Modelo de toner de impressora a laser (Foto: Divulgação/HP)

Esta é a hora em que o toner entra em cena. Atualmente as fabricantes utilizam um pigmento em pó de carbono adicionado de alguns polímeros, tais como o Estireno Acrilato Copolímero. O toner joga este pó, que está carregado positivamente, sobre o cilindro fotorreceptor. Como cargas opostas se atraem, o pó de carbono vai “grudar” apenas nas áreas do cilindro com carga negativa. Assim a imagem, antes eletrostática, ganha a camada de tinta.

Finalmente, quando a impressora puxa o papel da bandeja, ele é carregado negativamente. Assim, ao passar sob o cilindro fotorreceptor ele atrairá as partículas de pó, pois elas estão com carga positiva. A esteira por onde o papel passa e o cilindro possuem a mesma velocidade, para que o pigmento seja aplicado de forma correta. Ao mesmo tempo o cilindro fotorreceptor é descarregado, para que não atraia o papel de volta.

pó do toner (Foto: Divulgação/Samsung)
... itle="pó do toner (Foto: Divulgação/Samsung)">Fabricantes usam pigmento em pó de carbono adicionado de alguns polímeros (Foto: Divulgação/Samsung)

A última etapa do processo envolve o fusor, um pequeno dispositivo que aquece à altas temperaturas de forma que as partículas de tinta se fundam com as partículas do papel. É por esse motivo que a folha sai quente da impressora. Devido à alta velocidade, a folha de papel não queima neste processo, mas se a impressora fosse um pouco mais lenta com certeza o papel queimaria.

E este é todo o processo que acontece internamente nas impressoras a laser para que o usuário receba sua impressão perfeitamente. Lendo assim até parece demorado, mas tudo acontece em frações de segundo.



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