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O e-mail deixou de ser a forma de comunicação mais popular no dia a dia, especialmente entre os mais jovens, mas continua sendo parte importante da vida digital. Só em 2017, cerca de 320 bilhões de e-mails foram enviados no mundo. O que muitos não sabem é que o correio eletrônico tem pouquíssima segurança. Hacks são frequentes e o acesso por terceiros, como empregadores e forças da segurança, é bem fácil de acontecer. Além disso, uma mensagem passa por vários intermediários - como pelos provedores de Internet e clientes de e-mail, por exemplo - deixando pouco espaço para privacidade. Esses problemas, porém, podem ser evitados com algumas medidas de segurança.

E-mail pode ser menos privado do que a maioria acredita (Foto: Marvin Costa/TechTudo)E-mail pode ser menos privado do que a maioria acredita (Foto: Marvin Costa/TechTudo)

E-mail pode ser menos privado do que a maioria acredita (Foto: Marvin Costa/TechTudo)

1. Cuidados com a senha

Muitos usuários ainda hoje usam senhas simples e comuns demais, que podem ser facilmente descobertas. A lista de senhas mais utilizadas no ano passado inclui “123456”, “Password” e “starwars”. Outro erro habitual é usar a mesma senha em vários serviços, o que facilita a violação de múltiplas contas ao mesmo tempo.

Portanto, crie senhas maiores e mais fortes. A ideia de senha segura mudou e hoje já se sabe que uma combinação complexa entre letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais não significa necessariamente uma boa senha. É mais importante formar senhas longas. Além disso, se você optar por uma frase, fica muito mais fácil lembrar dessa senha.

Senhas fracas e repetidas são um risco para a segurança do seu e-mail (Foto: Pond5)Senhas fracas e repetidas são um risco para a segurança do seu e-mail (Foto: Pond5)

Senhas fracas e repetidas são um risco para a segurança do seu e-mail (Foto: Pond5)

Outra opção é usar um gerenciador de senhas, programas que geram automaticamente senhas fortes para diversas contas e fazem login nesses serviços para você. É tudo criptografado. Basta guardar na memória a senha de acesso do software. O LastPass, o Dashlane e o RoboForm são algumas alternativas do tipo.

Considere também não ficar limitado apenas à senha como mecanismo de segurança. Habilite a verificação em duas etapas para fazer login no e-mail. Esse recurso pode usar o SMS, mas dê preferência a um aplicativo de autenticação, como Google Authenticator ou o Authy. O Yahoo já permite que os usuários abandonem as senhas comuns e usem códigos únicos gerados por um aplicativo próprio a cada acesso ao e-mail.

2. VPN

Usar uma rede virtual privada, a VPN, aumenta sua segurança, pois essas ferramentas “escondem” o usuário do provedor de Internet. As VPNs usam criptografia e isolam os dados a serem enviados para a web em uma espécie de túnel. Mas é uma proteção restrita, porque o serviço de e-mail continua tendo o acesso normal às mensagens. Além de que é preciso ter muita cautela na escolha de uma VPN, pois as gratuitas geralmente apresentam armadilhas.

3. E-mails criptografados

A melhor maneira para manter a privacidade dos seus e-mails é a criptografia direta do serviço. Alguns clientes já fazem isso, mas não é tão simples. O Gmail criptografa as mensagens desde 2014, porém o serviço só funciona dentro dos aplicativos do Google ou no navegador Chrome, e tanto destinatário quanto remetente precisam usar o Gmail. Além disso, não é nenhum segredo que o Google monitora os e-mails dos usuários para fazer direcionamento de anúncios.

A versão paga do Outlook, serviço de e-mail da Microsoft, oferece a criptografia dos e-mails, mas usar o recurso não é nada prático. É necessário que o remetente e o destinatário troquem uma assinatura digital composta por um certificado, uma chave pública e uma identificação digital.

O ProtonMail é um serviço de e-mail com criptografia (Foto: Divulgação/ProtonMail)O ProtonMail é um serviço de e-mail com criptografia (Foto: Divulgação/ProtonMail)

O ProtonMail é um serviço de e-mail com criptografia (Foto: Divulgação/ProtonMail)

Existem ainda serviços de e-mails criados especialmente para trabalhar com criptografia ponta a ponta, como o Tutanota, o Ghostmail e o Protonmail. Eles de fato protegem as mensagens, mas exigem que todos os usuários envolvidos na troca usem o mesmo cliente ou ao menos que o destinatário insira uma senha para abrir cada e-mail recebido. Há ainda limites de tamanho e arquivos anexos.

Outra estratégia é recorrer aos e-mails temporários. O MailDrop, por exemplo, disponibiliza gratuitamente a criação de endereços provisórios sem nenhuma inscrição. Pode ser algo aleatório ou à sua escolha. O usuário tem acesso a uma caixa de entrada por tempo restrito e ganha um segundo endereço que também terá mensagens direcionadas para a mesma inbox. Assim, não corre o risco de alguém bisbilhotar os e-mails usando o original, já que este é o único requisito para abrir a caixa de entrada. É útil, em especial, para fazer cadastros por aí na Internet.

4. Medidas gerais

Além de considerar os métodos citados anteriormente, os usuários devem ficar atentos a alguns cuidados. Tenha em mente que contas de e-mail de trabalho pertencem à empresa, portanto, podem ser inspecionadas ao passar pela rede e os servidores da firma. Fique alerta também a endereços de e-mail falsos, que tentam se passar por alguma organização. E, claro, sempre verifique se você selecionou certo “Responder” ou “Responder a todos”, para que sua mensagem não vá parar em mãos erradas.

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