Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram uma lente capaz de transformar qualquer smartphone em um microscópio. A peça, que não precisa de  complementos para se encaixar à câmera do celular, tem um custo de produção de apenas US$ 0,03 (cerca de R$ 0,09) e consegue ampliar em até 120 vezes uma imagem.

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Superlente pode ser acoplada em qualquer smartphone sem precisar de acessório adicional (Foto: Divulgação/ Universidade do Texas)'Superlente' pode ser acoplada em qualquer smartphone sem precisar de acessório adicional (Foto: Divulgação/ Universidade do Texas)

Ao contrário das lentes comuns que utilizam uma série componentes, muitas vezes caros, como vidro e plástico, a "superlente" desenvolvida pelos cientistas usa apenas uma matéria prima: polidimetilsiloxano (PDMS). O PDMS, que tem sido usado há anos em pesquisas médicas, é transparente e possui consistência parecida com mel, mas quando aquecido fica em estado sólido.

Ao estudar o componente, o grupo liderado pelo pesquisador Wei-Chuan Shih, percebeu que o material tinha a curvatura que poderia ser usado para desenvolver uma lente pequena, mas com grande capacidade de ampliação.

Em testes, os pesquisadores disseram conseguir equiparar o uso da lente no smartphone a um microscópio Olympus IX-70 ajustado para ampliar a imagem em 100 vezes. Com a criação de um aplicativo, o celular poderá melhorar ainda mais a ampliação da imagem.

Foto de parasita tirada com a lente de PDMS (Foto: Reprodução/Youtube)Foto de parasita tirada com a lente de PDMS (Foto: Reprodução/Youtube)

O uso do acessório pode ajudar escolas que não têm condições de comprar um microscópio convencional. Além disso, os pesquisadores têm interesse em que o acessório sirva para diagnósticos médicos preliminares e também na engenharia.

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O processo de produção ainda é bem artesanal, utilizando um equipamento parecido com uma impressora jato de tinta modificada. A lente fica presa na câmera do smartphone por uma espécie de adesivo.

Para chegar ao mercado o acessório precisará passar por mais testes. Além disso, é preciso desenvolver uma máquina capaz de acelerar a produção. A lente ainda não tem data de lançamento e nem preço definido.

Via CNBC e Science Daily



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