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Cameron Davis, artista que trabalhou em séries como Guitar Hero e Tony Hawk, da Activision, esteve no Brasil para participar da Comic Con Experience, em São Paulo. Ele falou com o TechTudo sobre sua experiência na série musical e também um pouco sobre o possível retorno da marca – e sobre como ele voltaria sem pestanejar.

Cameron Davis foi o artista responsável por boa parte dos Guitar Hero (Foto: Felipe Vinha/TechTudo)Cameron Davis foi o artista responsável por boa parte dos Guitar Hero (Foto: Felipe Vinha/TechTudo)

Guitarristas com personalidade

“Quando comecei a trabalhar na Neversoft, um antigo estúdio da Activision, trabalhei como artista conceitual em jogos como Gun e Tony Hawk. Em seguida a empresa comprou os direitos da série Guitar Hero, e daí começamos a trabalhar em Guitar Hero 3: Legends of Rock”, disse Cameron Davis. “O jogo foi um enorme sucesso, então fizemos Guitar Hero 4, World Tour, Guitar Hero 5, Aerosmith, Metallica”, complementou o artista.

Ao criar e desenvolver personagens marcantes e originais para a série, como Judy Nails, Pandora, Axel Steel e Johnny Napalm, Davis crê que eles deram força aos jogos, já que davam ainda uma personalidade extra às partidas. “Acho que é legal a pessoa olhar e ver aquele personagem em específico. Isso dá ao jogador uma personalidade extra dentro do jogo, e ter um estilo próprio por lá seja ele um punk rock, metaleiro, black metal ou coisa assim”, adicionou.

Personagens desenhados por Cameron no Guitar Hero III (Foto: Divulgação)Personagens desenhados por Cameron no Guitar Hero III (Foto: Divulgação/Activision)



“Nunca pensei em um como meu favorito, entre os personagens que eu criei, mas acho que o mais divertido de se trabalhar foi com o demônio de Guitar Hero 3, que é o último chefe do jogo”, comentou Cameron Davis, lembrando de Lou, que aparecia apenas na última fase do game. 

“Muitos personagens vieram dos dois primeiros Guitar Hero, e foram criados por outra empresa, então para mim foi muito legal, pois me senti fazendo algo mais original, foi divertido”, apontou o artista.

Personagens criados para os games do Guitar Hero (Foto: Divulgação/Activision)Personagens criados para os games do Guitar Hero (Foto: Divulgação/Activision)

O fim de Guitar Hero

Sobre o fim prematuro da série de guitarra, que foi cancelada após games de sucesso, Cameron Davis arrisca um palpite: “Não é muito meu papel falar sobre isso, pois não sou um cara de negócios, mas eu creio que tanto Rock Band, quanto Guitar Hero, meio que saturaram o mercado, com os mesmos jogos. Foi parte da cultura pop no mundo todo, mas as pessoas se cansaram”, disse.

O artista, porém, tem fé no retorno da série: “Creio que seria um ótimo momento para o retorno, a indústria musical está afundando, então a nova geração precisa conhecer Guitar Hero”.

E se Guitar Hero voltar, Cameron Davis garante que também retorna: “Eu faria tudo de novo. Com certeza”, disse o artista, com um sorriso no rosto. “Foi muito divertido, eu conheci meus heróis e meus ídolos nessa época, desenhei os personagens de bandas. Eu mesmo toco guitarra desde muito jovem, então foi o jogo perfeito para se trabalhar e definitivamente trabalharia de novo”, revelou.

Guitar Hero teve diversos jogos de muito sucesso na franquia (Foto: Divulgação/Activision)Guitar Hero teve diversos jogos de muito sucesso na franquia (Foto: Divulgação/Activision)

Outros projetos

Cameron Davis também trabalhou em Tony Hawk, série de skate da Activision, que hoje também se encontra com produção parada nos grandes consoles. Mas ele contou um pouco sobre esta sua participação. “Também foi muito legal, pois lá eu fiz mais coisas em relação a Guitar Hero. Desenhei alguns skates, o visual dos skatistas, mas acho que os outros títulos da série não emplacaram de novo visualmente, não foi tão divertido fazer os outros, como artista”, disse.

Atualmente, Davis também trabalha em outros projetos fora da indústria de games. “Também sou um apaixonado por contar histórias e no momento estou escrevendo uma série de livros, um projeto pessoal de oito aos. O primeiro acabou de sair. Trabalhei ainda na DreamWorks Animations por um tempo e lá eu aprendi muito sobre contar histórias”, finalizou.

 

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