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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


O lançamento do Google Pixel 3 deixa de lado o corpo metálico das gerações anteriores. Com vidro tanto na parte frontal quanto na parte traseira, o novo celular do Google fica ao lado de smartphones premium, como o iPhone XS e Galaxy S9, e também traz suporte a carregadores sem fio, um dos recursos que mais fizeram durante a estreia do Google Pixel 2, em 2017. Confira, nas linhas a seguir, os diferentes tipos de materiais utilizados ao longo dos últimos anos e conheça os seus pontos fortes e fracos.

Plástico

O plástico já foi um dos materiais mais utilizados em smartphones, até mesmo no iPhone 3G e iPhone 3GS. Barato e fácil de modelar, o elemento representa custos mais baixos de design e confecção para a fabricante. Essa facilidade pode resultar em preços mais em conta para o consumidor, especialmente quando se trata de celulares de entrada.

O plástico, ainda assim, tem lá os seus problemas. O primeiro deles talvez seja a percepção de qualidade, associada com a ideia de que algo de plástico é necessariamente inferior a um celular feito com metal. Além disso, há dificuldades técnicas, como a propagação de calor e a vida útil do material, que pode ser baixa e render cores amareladas em superfícies brancas.

Metal

Pioneiros no mercado, o HTC Legend e o Nokia 8 surpreenderam o público com as carcaças metálicas. Hoje, o material está presente em grande parte dos smartphones, inclusive os intermediários, como o Galaxy J5 Pro, e em edições mais antigas dos celulares da Apple, como o iPhone 7.

O elemento chama a atenção tanto pela elegância quanto pela resistência se comparado com o plástico. O metal, no entanto, não é perfeito: o material se comporta como isolante para sinais de rádio, sejam eles Wi-Fi, Bluetooth ou 4G. Além disso, as tampas metálicas impedem a implementação de sistemas de recarga sem fio, recurso que acabou se tornando relevante com o passar do tempo.

Vidro

O vidro vem chamando a atenção ultimamente. Presente em smartphones premium, como o iPhone XS, e em alguns modelos intermediários, como o Galaxy A8 (2018), o material traz ainda mais elegância aos celulares.

Além disso, com o material, é permitido utilizar o carregamento sem fio. Não à toa, a Apple adotou novamente a traseira de vidro com o lançamento do iPhone 8 e iPhone X para suportar a tecnologia. O Google segue o mesmo caminho com o Pixel 3 e o Pixel 3 XL, os primeiros da linha a restringir o uso do metal no corpo do smartphone.

O vidro tem algumas vantagens óbvias, como o conforto e a permeabilidade a ondas de rádio. Mas, também, traz algumas limitações, como a resistência – estilhaça, trinca e risca com facilidade –, além de ser um ímã de impressões digitais.

Inovação e outros materiais

Algumas fabricantes apostam em materiais pouco utilizados pela indústira. Um dos exemplos é o Essential Phone, com corpo em cerâmica, que promete maior resistência e algumas das qualidades do metal sem prejudicar o sinal de redes móveis e Wi-Fi. O material, no entanto, traz problemas em relação ao custo, o que pode encarecer o preço final dos celulares.

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